Colunas

Quinta-feira, 11 de Março de 2010 - 14:51

Embargo europeu à carne bovina influencia queda na cesta de alimentos

No mês de fevereiro, segundo levantamento efetuado pelos alunos do curso de administração e pesquisadores da Empresa Júnior da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), o custo da cesta de alimentação para uma família padrão da classe média capixaba (2 adultos e 2 crianças), com poder aquisitivo entre 3 e 10 salários mínimos, ficou em R$ 734,93. Ocorreu um decréscimo de R$ 15,30 em relação ao mês de janeiro, correspondendo a um recuo médio de 2,04%. No mês anterior, o índice medido pela Faculdade Batista de Vitória (Fabavi) foi de alta de 3,32%. Nos últimos 12 meses, a cesta pesquisada subiu 6,5%. A pesquisa, sob a coordenação do professor Paulo Cezar Ribeiro, foi realizada em 10 grandes redes de supermercados da Região Metropolitana da Grande Vitória.

Em fevereiro, 16 itens da cesta de alimentos tiveram alta de preço, 10 produtos recuaram de preço e 4 itens permaneceram com preços estáveis. O resultado final do índice da cesta de alimentos para a classe média foi fortemente influenciado pela queda de preço observada na carne bovina (-5,1%), peito de frango (-2,7%), mamão havaí (-31%), limão branco (-31%), tomate de mesa (-27%), e batata inglesa (-27%).

O recente embargo europeu à carne bovina brasileira fez com que as exportações do produto recuassem e, conseqüentemente, elevou a oferta do produto no mercado interno, forçando a queda de preço. Em relação ao peito de frango, houve excesso de oferta e ligeira queda no consumo depois da grande procura no final do ano passado.

O recuo do preço do tomate (legume de maior peso no índice) está relacionado com a normalização da produção após o descompasso ocorrido em meses anteriores. Já a grande disponibilidade do mamão tipo havaí no norte do Estado fez com que os preços do produto despencassem nesse período. O mesmo ocorreu com o limão branco e a batata inglesa.

Apesar da queda do índice, vários produtos da cesta de alimentos pesquisada tiveram alta de preço: feijão preto (10,6%), ovo de galinha (22%), laranja pêra (17%), banana prata (12,4%) e óleo de soja (9%).

O aumento no preço do ovo de galinha é decorrente do abate das matrizes ocorrido em janeiro, o que causou a diminuição da oferta, associado ao período de quaresma e início do ano escolar, quando há um aumento no consumo desse produto.

Cabe ressaltar que nos últimos 12 meses o preço do feijão preto já subiu em média 112% nos supermercados da Grande Vitória. Há pouco feijão no mercado e há expectativas de queda nos preços com a entrada do feijão dos Estados da Bahia e do Piauí. Se ocorrerem frustrações nessas colheitas nordestinas, os preços tenderão a ficar em patamar alto até a entrada da safra da seca do sul-sudeste, no mês de abril em diante. Já o preço do óleo de soja teve doze altas mensais consecutivas, atingindo o acumulado de 50%.

Conforme estudo elaborado pelos alunos pesquisadores da Empresa Júnior da Fabavi, se o consumidor pesquisasse os menores preços entre os dez estabelecimentos selecionados para a pesquisa, compraria uma cesta de alimentos por R$ 580,64, assim, ele economizaria R$ 154,29, ou seja, 21% em relação ao preço médio apurado para a cesta de alimentos.

O estabelecimento em que a cesta de alimentos esteve mais cara foi o Supermercado Calvi, cuja cesta relativa à família padrão custou em média R$ 780,97 no mês de fevereiro. Caso o consumidor optasse pelo estabelecimento que apresentou a cesta de alimentos com preço mais baixo, o Supermercado Epa Plus (R$ 679,22), a economia seria de R$ 101,75 em relação aos estabelecimentos com a cesta de preço mais elevado, e de R$ 55,71 em relação ao preço médio da cesta.

Segundo estimativas dos pesquisadores da Empresa Júnior da Fabavi, em fevereiro a renda média familiar necessária para aquisição da cesta de alimentos para uma família padrão da classe média girou em torno de R$ 2.915,23, equivalentes a 7,1 salários mínimos (R$412,00).

Por: Prof. Paulo Cezar Ribeiro – Coordenador do projeto Vigilantes dos Preços e Colunista do Sindinotícias.

 

No mês de fevereiro, segundo levantamento efetuado pelos alunos do curso de administração e pesquisadores da Empresa Júnior da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), o custo da cesta de alimentação para uma família padrão da classe média capixaba (2 adultos e 2 crianças), com poder aquisitivo entre 3 e 10 salários mínimos, ficou em R$ 734,93. Ocorreu um decréscimo de R$ 15,30 em relação ao mês de janeiro, correspondendo a um recuo médio de 2,04%. No mês anterior, o índice medido pela Faculdade Batista de Vitória (Fabavi) foi de alta de 3,32%. Nos últimos 12 meses, a cesta pesquisada subiu 6,5%. A pesquisa, sob a coordenação do professor Paulo Cezar Ribeiro, foi realizada em 10 grandes redes de supermercados da Região Metropolitana da Grande Vitória.

Em fevereiro, 16 itens da cesta de alimentos tiveram alta de preço, 10 produtos recuaram de preço e 4 itens permaneceram com preços estáveis. O resultado final do índice da cesta de alimentos para a classe média foi fortemente influenciado pela queda de preço observada na carne bovina (-5,1%), peito de frango (-2,7%), mamão havaí (-31%), limão branco (-31%), tomate de mesa (-27%), e batata inglesa (-27%).

O recente embargo europeu à carne bovina brasileira fez com que as exportações do produto recuassem e, conseqüentemente, elevou a oferta do produto no mercado interno, forçando a queda de preço. Em relação ao peito de frango, houve excesso de oferta e ligeira queda no consumo depois da grande procura no final do ano passado.

O recuo do preço do tomate (legume de maior peso no índice) está relacionado com a normalização da produção após o descompasso ocorrido em meses anteriores. Já a grande disponibilidade do mamão tipo havaí no norte do Estado fez com que os preços do produto despencassem nesse período. O mesmo ocorreu com o limão branco e a batata inglesa.

Apesar da queda do índice, vários produtos da cesta de alimentos pesquisada tiveram alta de preço: feijão preto (10,6%), ovo de galinha (22%), laranja pêra (17%), banana prata (12,4%) e óleo de soja (9%).

O aumento no preço do ovo de galinha é decorrente do abate das matrizes ocorrido em janeiro, o que causou a diminuição da oferta, associado ao período de quaresma e início do ano escolar, quando há um aumento no consumo desse produto.

Cabe ressaltar que nos últimos 12 meses o preço do feijão preto já subiu em média 112% nos supermercados da Grande Vitória. Há pouco feijão no mercado e há expectativas de queda nos preços com a entrada do feijão dos Estados da Bahia e do Piauí. Se ocorrerem frustrações nessas colheitas nordestinas, os preços tenderão a ficar em patamar alto até a entrada da safra da seca do sul-sudeste, no mês de abril em diante. Já o preço do óleo de soja teve doze altas mensais consecutivas, atingindo o acumulado de 50%.

Conforme estudo elaborado pelos alunos pesquisadores da Empresa Júnior da Fabavi, se o consumidor pesquisasse os menores preços entre os dez estabelecimentos selecionados para a pesquisa, compraria uma cesta de alimentos por R$ 580,64, assim, ele economizaria R$ 154,29, ou seja, 21% em relação ao preço médio apurado para a cesta de alimentos.

O estabelecimento em que a cesta de alimentos esteve mais cara foi o Supermercado Calvi, cuja cesta relativa à família padrão custou em média R$ 780,97 no mês de fevereiro. Caso o consumidor optasse pelo estabelecimento que apresentou a cesta de alimentos com preço mais baixo, o Supermercado Epa Plus (R$ 679,22), a economia seria de R$ 101,75 em relação aos estabelecimentos com a cesta de preço mais elevado, e de R$ 55,71 em relação ao preço médio da cesta.

Segundo estimativas dos pesquisadores da Empresa Júnior da Fabavi, em fevereiro a renda média familiar necessária para aquisição da cesta de alimentos para uma família padrão da classe média girou em torno de R$ 2.915,23, equivalentes a 7,1 salários mínimos (R$412,00).

Por: Prof. Paulo Cezar Ribeiro – Coordenador do projeto Vigilantes dos Preços e Colunista do Sindinotícias.

Tags: