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Quinta-feira, 11 de Março de 2010 - 14:59

Vitória da Cidadania! Vitória do Espírito Santo!

 

O “Trote Solidário” da Faculdade Batista de Vitória (Fabavi), realizado em fevereiro de 2008, começa a render seus primeiros frutos. Com o título “Vigilante$ do$ Preço$ em defesa dos direitos do consumidor”, o projeto ficou entre os três finalistas do Prêmio Trote da Cidadania 2008 patrocinado pela Fundação Educar DPaschoal de Campinas (SP). Em outubro, alunos veteranos e calouros do curso de administração que fazem parte do projeto irão a São Paulo participar da grande final representando a Fabavi e o Estado do Espírito Santo, ao lado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco de Pernambuco.

Cabe destacar que a Fabavi de Vitória ficou na frente de instituições brasileiras de ensino superior de peso como a Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal de Viçosa, dentre outras.

O Jornal Sindinotícias conversou com a aluna do 6º período do curdo de administração e responsável pela gestão do evento, Lidiany Rodrigues de Oliveira. Lidiany destacou como tudo aconteceu e como está sendo essa nova experiência. “O projeto dos vigilantes dos preços surgiu primeiro, depois veio a idéia de torná-lo um trote solidário. Tivemos essa idéia porque no projeto dos vigilantes dos preços fazemos pesquisas todo mês e essas pesquisas têm a finalidade de conscientizar a população”.

“No início, quando tivemos a idéia de participar do concurso, achamos que não íamos dar conta porque tínhamos que mandar vídeos, o que seria muito difícil. Então nós precisamos contar com os calouros que, voluntariamente, nos ajudaram a conscientizar a população. Nós distribuímos cerca de mil códigos do consumidor e folder com pesquisas dos vigilantes dos preços em frente ao Shopping e outros pontos de muita movimentação”, disse Lidiany.   

“Não esperávamos ficar entre os três finalistas. Estamos todos surpresos e muito satisfeitos com o resultado. É uma experiência nova e muito interessante. Estamos muito felizes”. 

O projeto da Fabavi correspondeu a uma campanha junto ao empresariado e ao consumidor em relação às práticas abusivas em supermercados da Região Metropolitana da Grande Vitória que ferem, principalmente, o artigo 6, item III, e artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor.

Os resultados da pesquisa demonstraram que o consumidor capixaba está bem atento quando a questão é observar se os valores das etiquetas de preços dos produtos nas prateleiras do supermercado conferem com os valores efetivamente pagos no caixa, e que a maioria dos gerentes dos estabelecimentos visitados apóia a campanha em defesa dos direitos do consumidor. O evento teve forte impacto social e foi divulgado nos principais veículos de comunicação da região.

Assim, a cidadania não surge do nada como um toque de mágica, ela é algo que tem que fazer valer dia a dia. Ela não significa uma simples conquista legal de alguns direitos, significa a realização desses direitos. É necessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. Simplesmente por que existe o Código de Defesa do Consumidor, automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos direitos do consumidor ou então esses direitos se tornarão efetivos! As constatações do trote provaram que não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, eles serão letra morta, ficarão apenas no papel.

Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. Desse modo, com o Trote Solidário 2008, a Fabavi inicia uma nova fase na formação cidadã do aluno de graduação em administração, futuro profissional embasado na ética empresarial. É válido esclarecer que o evento não foi uma proposta de “guerra contra os empresários”, muito pelo contrário, foi uma inovadora proposta de cidadania. A meta foi estimulá-los a agir de forma correta, pois essa prática lhes trará dividendos muito maiores de que se não respeitarem os direitos do consumidor.

Por: Prof. Paulo Cezar Ribeiro – economista e colunista do Jornal Sindinotícias

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