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Quinta-feira, 11 de Março de 2010 - 15:27

Maioria da população capixaba desconhece a elevada Carga Tributária sobre a Cesta Básica

 

Com base na pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 10 de fevereiro e 05 de março pelos alunos calouros dos cursos de Administração e Direito da Faculdade FABAVI Investcorp Educacional em vários pontos da Região Metropolitana da Grande Vitória, contatou-se que a maioria da população capixaba ainda não sabe qual é o valor da carga tributária embutida nos treze itens que compõem a cesta básica.

Foram entrevistadas 378 pessoas com idade acima de 16 anos, através de uma amostra do tipo acidental proporcionalmente estratificada por sexo, ou seja, 210 pessoas do sexo feminino (56%) e 168 pessoas do sexo masculino (44%). Na metodologia utilizada na pesquisa, a margem de erro calculada foi de 5% pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

As entrevistas foram coordenadas pelos alunos veteranos, membros da EJFV - Empresa Júnior da Faculdade FABAVI de Vitória dentro do projeto “IMPOSTO ZERO! A cesta básica pede socorro!”. Este projeto de cidadania irá representar a FABAVI de Vitória no 11º Prêmio Trote da Cidadania 2010, evento de iniciativa da Fundação Educar Dpaschoal de Campinas (SP).

A pesquisa demonstrou que 83,1% dos capixabas desconhecem o valor da carga tributária sobre a cesta básica. Cerca de 48,7% dos entrevistados, apesar do desconhecimento, acham que a carga tributária embutida nos preços desses alimentos é elevada, enquanto 12,2% acham que a carga é pequena (tabela 1).  

O percentual de mulheres que acham que os tributos sobre os alimentos é elevada é de 57,1%, contra 38,1% dos homens entrevistados.

Na hipótese de redução dos impostos sobre os alimentos básicos por parte do Governo, 49,2% dos entrevistados optaria em comprar um pouco mais de outros produtos, como vestuário, material de limpeza e higiene pessoal, enquanto 39,9% deles comprariam mais alimentos básicos, como arroz, feijão, leite e carne (tabela 2).

Apenas 11,6% dos entrevistados responderam que esta ação não afetaria o orçamento doméstico, principalmente entre os que ganham acima de três salários mínimos.

Conforme tabela 3, como sugestão para compensação de uma possível perda receita do Governo com a isenção de impostos sobre a cesta básica, 27% dos entrevistados sugeriu o aumento dos tributos nos segmentos de bebidas alcoólicas e de cigarros, 29,6% teve como sugestão a diminuição expressiva de alguns gastos do setor público, como os salários de funcionários ociosos e o gasto com obras faraônicas. No entanto, a maioria dos entrevistados (43,4%) sugere a combinação dessas duas medidas.

A última pergunta da pesquisa (tabela 4) revela que, de um modo geral, a maioria dos entrevistados (44,4%) avalia como péssima a atuação do país em relação ao destino dos impostos, sinalizando uma inexpressiva aplicação nas áreas de saúde, educação, saúde, transporte e segurança.

Com o conceito “regular”, 41,8% dos entrevistados tiveram essa opção, enquanto 11,1% e 2,6% das pessoas responderam o conceito “bom” e “ótimo”, respectivamente.

É interessante observar que as mulheres estão mais insatisfeitas com o destino dos impostos no Brasil que os homens, pois 92,4% delas deram o conceito “regular” (45,7% delas) e “péssimo” (46,7% delas). A insatisfação dos homens, segunda a pesquisa, é menor, ou seja, 78,6% deles optaram pelos conceitos “regular” e “péssimo”.

Um fato curioso na pesquisa foi o registro de que apenas os homens deram conceito “ótimo” na avaliação do destino dos impostos promovido pelo país.

Por: PAULO CÉZAR RIBEIRO – COLUNISTA DO SINDINOTÍCIAS (10/03/2010)

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