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Sexta-feira, 09 de Julho de 2010 - 16:09
Cidade sustentável
Desenvolvimento sustentável: desenvolvimento sem comprometer o futuro. O tema entrou na agenda da sociedade, ocupa as manchetes de jornais, revistas e até as colunas sociais. O tema, antes...
Desenvolvimento sustentável: desenvolvimento sem comprometer o futuro. O tema entrou na agenda da sociedade, ocupa as manchetes de jornais, revistas e até as colunas sociais.
O tema, antes “chato”, ficou chique e todos querem embarcar na onda: empresas, mídia, governos, bancos e artistas passaram a propor ações visando salvar o homem do aquecimento global e melhorar a qualidade de vida na Terra.
Porém, antes de tudo é preciso pensar no tema de forma pragmática: existe um inventário de emissões, ou das principais fontes poluidoras? É o lixo, é o transporte, é a indústria, são as construções? Enfim, temos práticas sustentáveis para o desenvolvimento da nossa cidade?
Sem dados técnicos o discurso torna-se insubsistente, vazio, peça publicitária de efeito, mas sem capacidade de resolução. Precisamos propor ações concretas que possibilitem o desenvolvimento sustentável da nossa cidade, e existem alguns modelos já implementados em outras cidades, a exemplo de São Paulo, Curitiba, entre outras, nos quais podemos nos inspirar.
Elaborar um inventário de emissões, com o objetivo de identificar e quantificar as principais fontes poluidoras da região, e estruturar um Plano de Ação visando minimizar os impactos dessas fontes poluidoras. Em São Paulo o inventário mostra que a cidade produz 15 milhões de toneladas de Gases de Efeito Estufa - GEE por ano, sendo que desse total, 25% vem do lixo e 75% vem da forma como utilizamos a energia.
No sistema de transporte, a atualização da frota de ônibus e veículos para o uso de combustíveis renováveis, a priorização do transporte público de baixa emissão (ônibus elétrico), entre outras, são proposições em debate.
A utilização da energia solar, o reaproveitamento da água das chuvas, entre outras, são propostas para as construções sustentáveis. Em relação à manipulação do lixo, é necessário pensar numa alternativa para sua utilização, a exemplo de São Paulo, que o utiliza para alimentação das usinas termoelétricas, gerando energia para 600 mil habitantes.
O desenvolvimento sustentável será conquistado em diversas frentes, que vão da tecnologia à política. Mas, em todas elas, será preciso promover a mudança de hábitos pessoais. Este texto nos instiga começar a modificar os nossos. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.
Por: Henrique Casamata – Colunista do Jornal Sindinoticias – Secretário de Desenvolvimento Econômico de Vila Velha – ES
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