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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

Jônatas e Davi: A essência de uma verdadeira e sincera amizade!

“As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa... Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes” (Pv 19.4, 6).

A vida humana é um longo caminho, onde, durante esse trajeto, encontramos muitas pessoas à beira da estrada da existência e somos postos à prova, nas mais distintas escolhas e etapas do desenvolvimento.

Numa sociedade permeada por uma desmedida inversão de valores em todas as realidades, principalmente quando se fala em relacionamentos, não se acredita mais no verdadeiro matrimônio, em um namoro santo, no amor gratuito, e principalmente, numa amizade sadia e sincera, desprovida de todo e qualquer interesse. É uma pena, pois para toda regra, há sempre suas exceções.

 Pensar em amizades verdadeiras, em um mundo assim, é bater de frente com toda uma concepção maliciosa e deturpada do amor e apresentar a realidade, na qual é possível viver uma amizade pura baseada nos preceitos de Deus para nossa vida.

 Na literatura das ciências sociais que tratam sobre o tema, a amizade é vista em geral, como uma relação afetiva e voluntária, que envolve práticas de sociabilidade e ajuda mútua e necessita de algum grau de equivalência ou igualdade entre amigos.

A Bíblia relata-nos no livro de l Samuel, no capítulo 18,  a linda história de amizade entre Jônatas e Davi, uma verdadeira aliança formada entre os dois e abrilhantada pela essência do amor divino.

Quando o amor fraternal e a presença de Deus regem os relacionamentos, há paz, respeito, sinceridade, honestidade e transparência. Aquele amor foi algo tão significativo na vida de Davi e Jônatas que Davi ao saber da morte do Jônatas afirma: Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres”. (II Sm. 1.26). 

Maravilhosos testemunhos são deixados a nós por Davi e Jônatas – príncipe de Israel e pastor de ovelhas, respectivamente, são: o companheirismo, a fidelidade, a lealdade e o amor puro e manifestado de diversas formas, que pode haver em uma amizade entre homens e mulheres.

Uma amizade que incomoda um mundo que praticamente exterminou a ideia de um relacionamento desinteressado e sadio entre homens e mulheres e que agora volta suas armas para as amizades masculinas. São termos, ideologias, e opiniões que a todo o momento colocam em dúvida esse tipo de relacionamento ou o transformam em uma caricatura muito distante da verdade que habita no amor verdadeiro entre dois amigos.

Amizade em nossos dias, em muitos casos, significa se aproximar de alguém que pode oferecer algo. Quando não tem mais o que oferecer deixa de ser amigo e aquele que até então não era amigo, mas agora tem algo a oferecer, passa a ser o amigo da vez. Pensemos: Que tipo de amizade tem feito parte da nossa vida?

Salomão fala sobre isso de modo claro em pelo menos duas passagens de Provérbios: As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa... Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes (Pv 19.4, 6).

As atitudes afetuosas desses personagens bíblicos não são as únicas que encontramos na Palavra de Deus. O Evangelho é permeado de relatos de um Jesus que amava os amigos homens de maneira livre e concreta, cheia de demonstrações públicas de afeto.

O próprio Jesus não teve vergonha de chorar diante de uma multidão de pessoas no túmulo de se amigo Lázaro, fato que demonstrou a todos de maneira concreta o quanto Ele o amava (Jo 11.35-36).

Viver testemunhando ao mundo que é possível estabelecer relacionamentos sadios com homens e mulheres, sem medo de demonstrar o afeto e o amor, próprios entre os que decidiram viver uma vida nova em Cristo, não é uma tarefa fácil. Porém, só quem teve a brilhante oportunidade de ter um real encontro com Deus, e um fiel e verdadeiro amigo sabe o que isso significa.

"Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como a sua própria alma" (I Sm 18.1).

Entretanto, entendemos que um grande amigo não é aquele que está por perto somente quando estamos bem, com saúde e cheios de prosperidades. Mas sim, alguém que nos momentos mais difíceis se aproximam para nos servir, muitas vezes, de grandes irmãos...  Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão(Pv 17-17).

Amigo é aquele com quem podemos ser nós mesmos. E, ser assim, implica uma apresentação sem reservas e espontânea de si mesmo, sem o autocontrole exigido pelas regras da polidez. Pois, o verdadeiro amigo, é aquele com quem se pode pensar em voz alta, sem reservas e restrições... Pense nisso!

Que o nosso grande e poderoso Pai Celestial, dê-nos o real discernimento da verdadeira amizade, pautadas no amor, na humildade e na sinceridade, sem interesses e com as reais características do amor de Cristo!

Equipe Sindinotícias: Volney Nascimento (Letras / UFES).

 

 

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