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Terça-feira, 02 de Novembro de 2010
De crise em crise o Brasil é o papo
A crise mundial passou! Ninguém afirma isto. Será que isso é otimismo ou pessimismo? O Governo Federal vai bem, obrigado!
A crise mundial passou! Ninguém afirma isto. Será que isso é otimismo ou pessimismo? O Governo Federal vai bem, obrigado! O futuro da economia brasileira parece ir bem também. Mesmo com duras críticas o Governo de Lula tem deixado sua marca, demonstrando uma influência também a nível internacional. A Copa de 2014, a Olimpíada de 2016, o prestígio no G20 e no G15 e agora media a rivalidade entre Irã e Turquia.
Moral elevada, então nada de crise? Errado! Este elevado nível de confiança do presidente sobre a economia brasileira reflete alguns fundamentos econômicos subjacentes, que não podem ser ignorados. As reservas externas do Brasil agora estão estimadas em 205 bilhões de dólares, ou seja, quatro vezes mais do que em 2004. Resultado disso é que existe uma intermediação financeira que é conduzida principalmente por instituições nacionais.
Apenas 30% dos ativos bancários são de propriedade estrangeira. Para se ter ideia, o México possui mais de 80% de propriedade estrangeira. Na medida em que os bancos brasileiros têm baixos passivos externos, consequentemente a economia se torna protegida de uma contração de crédito nos mercados financeiros internacionais.
Olhando para estes fundamentos da economia brasileira, há boas razões para acreditar que a economia no Brasil está resistente à uma nova crise financeira mundial. Mas isso não significa dizer que nosso país está imune à crise, mas o crescimento econômico é real e não descarta a possibilidade de um longo ciclo para tal crescimento. As fontes estão fora de suspeita: IBGE, Ministério do Trabalho, Fiesp e etc.
O melhor é que se trata de um crescimento que beneficia todos os segmentos da população. Vide os investimentos no setor público: PAC, Minha Casa, Minha Vida, etc. Ainda destaque para as novas oportunidades que se abrem com a exploração do pré-sal.
O Brasil está longe de ser um país desenvolvido e com equilíbrio social. Mas as condições atuais, ou seja, Estado democrático, governo progressista e crescimento da economia, formam uma conjuntura rara que não deve ser desperdiçada.
Ressalvo que os trabalhadores brasileiros têm sido agentes ativos nesse processo e precisam valorizar mais sua participação e atuar, unidos, pela garantia de novos avanços. Não deixemos a peteca cair!
Por: Rodrigo Elias – Gestor em Comunicação


