Notícias

Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011

O lixo urbano e a era dos descartáveis.

Por: Rodrigo Elias – Equipe Jornal Sindinoticias – 07/02/2011

Primeira Parte

É grande a preocupação da sociedade com o lixo urbano, o problema vem se agravando desde a revolução industrial, assumindo proporções assustadoras nos tempos atuais, devido ao aumento das populações nos centros urbanos, à grande variedade de embalagens descartáveis disponíveis e ao advento da “era dos descartáveis”. Os resíduos sólidos, de origem domiciliar e comercial, que as pessoas descartam por serem restos de suas atividades ou por considerarem que não tem utilidade, os dejetos variam de acordo com as características econômicas, sociais e culturais de quem o produz, tendo na sua composição toda sorte de materiais. O lixo brasileiro, de maneira geral, é na sua maior parte composto por matéria orgânica, como restos e partes não aproveitadas de alimentos e de outros vegetais.

Além do lixo domiciliar e comercial a situação se agrava com a enorme quantidade de lixo tecnológico, industrial e de resíduos de saúde produzidos atualmente, aos quais se acrescentam o lixo atômico e o entulho espacial. Os resíduos que requer mais atenção são aqueles cuja degradação é muito longa, como papel, plástico, vidro e metal. Quando jogado sem qualquer cuidado, o lixo provoca poluição do solo, das águas, atrai animais e vetores de doenças e favorece a presença de catadores, o que resulta em graves problemas sociais. No ambiente, ele causa uma grande variedade de problemas que podemos classificar de forma bem ampla como poluição, a exemplo temos o incômodo visual e o odor.

O lixo atrai diversos tipos de animais como ratos e insetos, muitos deles transmissores de doenças para o Homem; prejudica o solo e as reservas de água de forma direta; e pode vir a contaminar o ambiente com a liberação de compostos tóxicos presentes em sua composição, tais como os metais. A elevada carga orgânica presente no chorume faz com que ele seja extremamente poluente e danoso às regiões por ele atingidas. Somado à água das chuvas, esse líquido provoca a lixiviação, carregando os compostos orgânicos, presentes nos aterros sanitários, para o meio ambiente, podendo atingir, inclusive, ambientes aquáticos e os lençóis freáticos, contaminando nossas reservas subterrâneas de água. Quando chega a rios e lagos, o chorume enriquece a água provocando o fenômeno da eutrofização da água. Neste caso o ambiente se deteriora, apresenta mau cheiro, falta de oxigênio e mortandade de peixes.

É preciso diferenciar os aterros controlados, dos aterros sanitários e dos lixões.  Os aterros controlados são, na verdade, lixões modificados para atender a algumas medidas sanitárias. Neles, não há um controle ambiental tão intenso, mas por outro lado, não expõem o lixo a céu aberto, como no caso dos lixões com grandes depósitos onde os dejetos são simplesmente jogados sem o menor cuidado, nem procedimento prévio no local. À medida que começa a apodrecer ocorre a formação do chorume, líquido poluente, de cor escura e odor nauseante, originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos que são lixões com medidas sanitárias. A queima do lixo é uma forma de lidar com ele, porém, não pode ser feita de qualquer forma e em qualquer lugar, pois gera problemas de contaminação do solo e do ar. Para reduzir estes problemas deve ser realizada em incineradores, onde condições adequadas de queima são atingidas e filtros apropriados minimizam a poluição atmosférica.

Os aterros sanitários são construídos de forma a controlar os resíduos, seu manejo correto com o imediato recobrimento do lixo trazido, coleta e através do tratamento do chorume, que só existe quando há um grande acúmulo de lixo e da compactação dos gases produzidos, tudo é tratado. Os gases são compactados para produção de energia e o chorume é tratado para não poluir os lençóis freáticos. A escolha do terreno adequado, com uma superfície de argila e, em alguns casos, o aproveitamento dos gases produzidos fazem parte da boa administração de um aterro e garantem a qualidade devida da população que vive ao seu redor. O inconveniente é que eles ocupam muito espaço, mas isso só seria minimizado com mudanças na sociedade capazes de reduzir a quantidade do lixo gerado.

As prefeituras gastam milhões com a limpeza das ruas, a coleta de lixo e o seu processamento, na maioria das vezes enterrados em lixões. Sabe-se, portanto, que muito desses materiais podem ser reciclados e reaproveitados. Cabe ao poder público municipal com apoio do governo estadual, federal e também da iniciativa privada criar mecanismos de coleta e reciclagem do lixo. Quando jogado sem qualquer cuidado, o lixo provoca poluição do solo e das águas, atraí animais e vetores de doenças, e favorece a presença de catadores, o que resulta em graves problemas sociais. A coleta seletiva, que direciona o material para reciclagem, é fundamental para redução do lixo nas cidades.

Por: Rodrigo Elias – Equipe Jornal Sindinoticias – 07/02/2011

Tags: meioambiente