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Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011

O Lixo urbano e a era dos descartáveis – Parte final.

Por: Rodrigo Elias – Equipe Jornal Sindinoticias – 08/02/2011.

Segunda Parte.

Quase 100% dos lixos podem ser reciclados como o papel, o plástico e o vidro. Os restos de alimentos servem de adubos para hortas comunitárias. Milhares de pessoas vivem em estado de pobreza pelas ruas com carroças coletando papéis, latas de alumínio, vidros e plásticos para vender. Estas não coletam o óleo resultante do uso culinário porque não há quem os compre a um preço razoável. A prefeitura pode subsidiar adquirindo o material coletado nas ruas montando postos de arrecadação e pagamento a essas pessoas. No próprio local montar fábricas de reciclagem do plástico, papel, alumínio ou vidro, transformando em nova matéria prima, ou até no produto final, de exemplo temos os cadernos, sacos plásticos, sabão etc. Os recursos virão de parcela do que é gasto com a coleta e processamento de lixo, além da verba que normalmente é destinada à limpeza de bueiros, galerias, córregos e rios da cidade, uma vez que menos lixo será encontrado nesses locais. Órgãos municipais, estaduais e federais darão prioridade de compra dos produtos reciclados nas licitações públicas.

O aterro sanitário não é a solução, mas um paliativo. A solução para a grande quantidade de lixo produzida é o reaproveitamento, seguindo a regra dos três R’s: reduzir, reutilizar e reciclar. É possível e necessário reduzir a quantidade de lixo produzida, através de educação ambiental e de políticas públicas. As embalagens de produtos comercializados, por exemplo, podem ser mais leves, sem exigir tanta energia para sua fabricação. Neste sentido, devemos lembrar que tão importante quanto discutir os aspectos relacionados a correta destinação do lixo é discutir de forma profunda e responsável nossos padrões de consumo, de desperdício e a inconsistência de uma sociedade calcada sobre os descartáveis. É inconcebível que um país como o nosso, desigual, injusto, com bolsões de miséria e fome, tenha um lixo tão abundante, com tanta comida e desperdício energético. Literalmente, jogamos no lixo o nosso futuro!

Por: Rodrigo Elias – Equipe Jornal Sindinoticias – 08/02/2011.

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Tags: lixo, meioambiente