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Quarta-feira, 01 de Agosto de 2007
Associações entregam à Vereadora manifesto contra médicos cardiovasculares
A Sessão de ontem (31/07) da Câmara de Vila Velha foi marcada pela presença de um grupo de Associações Capixabas que se uniu devido ao descaso dos médicos cardiovasculares com pacientes que estão nos...
A Sessão de ontem (31/07) da Câmara de Vila Velha foi marcada pela presença de um grupo de Associações Capixabas que se uniu devido ao descaso dos médicos cardiovasculares com pacientes que estão nos corredores dos hospitais em situações pré-operatórias. As associações entregaram o manifesto à Vereadora Linda Morais (PT) para que lesse durante a Sessão e fizesse uma avaliação junto aos vereadores da Casa de Lei. A sessão foi marcada pela sensibilidade da situação e todos aplaudiram a carta lida por ela.
Leia o discurso da Vereadora Linda Morais após a leitura da carta
“Na condição de participar do movimento sindical há 20 anos, com experiência de greve geral, acreditamos que todos os funcionários têm esse direito de lutar por melhores condições de trabalho e de vida. No caso da Saúde, em nome do movimento sindical, eu acho que tem que existir um diálogo dos profissionais de medicina junto ao Governo do Estado, junto às autoridades e junto às entidades organizadas, mas jamais negar atendimento a quem precisa”.
Confira o manifesto lido na Câmara de Vila Velha feito pelas associações
Associações Capixabas se unem em Defesa da Vida
Frente à constante crise que assola a Saúde e a todos os capixabas, um grupo formado por Associações do Espírito Santo decidiu somar forças para lutar em prol da vida. Cirurgiões cardíacos paralisaram os serviços, abandonando a população à própria sorte para fazerem chantagem com o Governo do Estado. Medicina não é comércio. Se estão ganhando mal, deveriam continuar a negociar com o Governo, fazer manifestação e até greve parcial seria admissível, mas não paralisar 100% o serviço. Vocês juraram salvar a vida das pessoas, não matá-las para ganhar aumento. Com essa atitude vocês desmoralizam os médicos e o cooperativismo dando a entender que todo médico cooperado é desonesto. Declaramos:
1 - Somos contrários a este modelo de greve imposta por estes profissionais que deveriam preservar vidas conforme expõe o Art.9º do Código de Ética: “a medicina não pode, em qualquer circunstância, ou de qualquer forma, ser exercida como comércio”;
2 – Sabemos do caos da Saúde no Brasil, no entanto cada cidadão deve dar sua contribuição para a melhoria desse setor, contribuição essa que é dever do Estado e direito de todos nós cidadãos;
3 – Desconhecemos este modelo de Cooperativismo veiculado na mídia proposto por estes profissionais, pois para nós o segmento cooperativista é uma sociedade sem fins lucrativos e com os mesmos objetivos, sendo fundada como alternativa econômica para atuar frente ao Capitalismo Selvagem;
4- Acreditamos ainda que estes médicos deixaram de atender as pessoas menos favorecidas financeiramente, porém continuam atendendo em seus consultórios particulares.
Estamos diante de um descaso muito sério. Os profissionais que deveriam lutar para garantir vidas estão usando as atribuições do cooperativismo - Lei nº 5764/71, e provando que não reconhecem a sociedade “humana” como classe social.
Diante do exposto, repudiamos, enquanto sociedade organizada, este ato desumano representado por essas entidades.
Assinam este documento:
Marcus Antônio Silva Alves
Cooperativa da Saúde e Educação da Garoto
Leni Izabel Broedel
Associação das Donas de Casa e Consumidores Capixabas
Carlos Alberto Fontes
Associação Amigos da Garoto
Dagmar Olindo Vulpi
Associação de defesa dos direitos da Saúde do Brasil
Vila Velha, 31 de julho de 2007.
Por: Redação


