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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Secretário da Fazenda alerta para riscos à economia do ES
O Espírito Santo é o Estado que corre maior risco de perda de receita com a divisão dos royalties do petróleo e com a proposta do Governo Federal para a reforma tributária. O alerta foi feito pelo secretário de Estado da Fazenda, Maurício Cézar Duque, durante a abertura do 40º Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat), em Domingos Martins.
Para uma plateia formada por técnicos fazendários de todos os Estados brasileiros, Maurício Duque afirmou que a maioria dá atenção, apenas aos valores envolvidos, quando se discutem as emendas Ibsen/Simon, que tramitam no Congresso Nacional e causam perdas para o Espírito Santo. “Poucos conhecem a questão dos royalties. Seria importante que todos conhecessem bem os problemas envolvidos na cadeia do petróleo”, disse, referindo-se a demandas como infraestrutura e desenvolvimento urbano, necessários para acomodar e atender às indústrias e aos trabalhadores ligados ao setor.
Segundo o secretário, os royalties ajudam a amenizar os impactos urbanos e ambientais e a levar à população os investimentos de que o Estado precisa. “Por isso, o Espírito Santo vai defender seus interesses até o fim. Não achamos correta a divisão da forma como está colocada”, ressaltou.
O secretário também explicou que o Espírito Santo aceita discutir alternativas que garantam o desenvolvimento de todas as regiões, para evitar a formação de “ilhas de prosperidade” em contraste com áreas de pobreza absoluta. “Mas não vamos abrir mão de um recurso que é fundamental para o Espírito Santo. Por isso, acreditamos que será possível chegar a propostas com um bom termo”, destacou.
Maurício Duque defendeu o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), que vai ser inviabilizado, caso seja aprovada a proposta de reforma tributária do Governo Federal de reduzir as alíquotas interestaduais de ICMS de 12% para 2% em quatro anos. Maurício Duque lembrou que o Fundap não é um incentivo fiscal, mas um mecanismo criado há mais de 40 anos para o desenvolvimento da atividade portuária, como forma de compensar as perdas do Espírito Santo com a erradicação dos cafezais. “É um mecanismo transparente, orçamentário. Não pode ser tratado como algo que foi criado para acabar com a indústria nacional”, ponderou.
O secretário afirmou que o Espírito Santo chegou à atual situação econômica e fiscal “com muita luta” e disse que conta com a ajuda dos demais Estados para evitar que essas ameaças de perdas se concretizem.
Por: Redação
Foto: Divulgação SECOM
*com informações da Assessoria de Comunicação do Gov. ES


