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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

Resumo da Obra: Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga

Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga

Na primeira parte da Obra, constituída de trinta e três liras, o autor Tomás Antônio Gonzaga compõe uma belíssima “história” de amor entre seus personagens: Marília e Dirceu, pois através dos poemas é fácil perceber que Dirceu dedica a maior parte de seu tempo cantarolando versos de amor à Marília, já que o mesmo é capaz de contemplar a imagem da amada em tudo que faz, nas atividades pastoris, na realidade amena e medíocre do campo. Portanto Marília, presente ou não, povoa o cotidiano de Dirceu, já que o mesmo a cultiva em seus pensamentos. Naquilo que a natureza lhe oferece de belo, o pastor faz citações, comparações, menções ao nome da amada, como se a mesma fosse a idealização do que seria a mulher perfeita, de forma que nem mesmo as “tintas do céu” seriam suficientes para retratá-la, conforme vemos neste trecho: “Vai-te, Amor, em vão socorres ao mais grato empenho meu: para formar-lhe o retrato não bastam tintas do Céu.” (GONZAGA, 2002, p. 26). O autor também utiliza alguns personagens da mitologia grega, dentre os quais o mais mencionado é o Cupido, que Dirceu considera culpado pelo amor que sente. Na segunda parte da obra, o pastor aparentemente envolto em alguma prisão, verseja gemidos de solidão, lamenta a ausência de Marília, alimenta-se de recordações, exprime um profundo pessimismo. A terceira parte descentraliza a figura de Marília, já que a atenção do pastor volta-se para outras pastoras, além de assuntos vários, pois agora fala-se também de: traição, desilusões, desalentos, entre outros.

Por: Lorena Ribeiro Damasceno – Estudante de Letras da Faculdade Saberes – Equipe Sindinotícias.

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