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Quinta-feira, 03 de Novembro de 2011

Sindimetal-ES

Depois que 70% dos trabalhadores metalúrgicos reprovaram a primeira proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 apresentada pela ArcelorMittal Tubarão, a empresa acrescentou apenas 0,5% e permaneceu com proposta abaixo da inflação de 6,5%.

Em entrevista ao Jornal Sindinotícias o coordenador da negociação, o diretor Edson de Oliveira (Canário) contou que a empresa justificou, mais uma vez na mesa de negociação, que sua política salarial é superior a maioria das empresas do ramo metalúrgico. “Algumas plantas do mesmo grupo Arcelor estão em situação melhor. Então porque não dividir este lucro? Ela não quer partilhar seu lucro por igual, mas usa o momento de crise em uma planta, para justificar o reajuste ruim em todas elas”, explicou.

Questão dos turnos

O Sindimetal-ES explicou que tentou de todas as formas fazer um Acordo com a ArcelorMittal Tubarão, “mas a empresa se mostrou intransigente e alegou que só iria negociar o Acordo de Turno se o Sindicato retirasse o processo judicial”. No dia 11 de outubro o sindicato e a empresa foram mediados pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para tentar resolver o impasse, mas não foi resolvido.

Segundo informou o Sindicato, a empresa vem fazendo “pressão e ameaças” internas para implantar o turno fixo. “Isso está causando um desgaste intenso aos trabalhadores do turno, acostumados a trabalhar em regime de revezamento, com a implantação do turno fixo serão prejudicados. São muitos os trabalhadores que demonstram sua revolta ao sindicato. O comportamento desta empresa está intolerável. A voz do trabalhador não pode calar”, conta o diretor Edson de Oliveira.

Assembleias

O Sindimetal está realizando esta semana Assembleias para os empregados (as) que trabalham em regime de turno. Quanto ao ACT 2011/2012, já foram realizadas seis rodadas de negociações. O sindicato informou que a data base está garantida até o dia 15 de novembro. “Na próxima semana estaremos avaliando como foram feitas as votações nas assembleias e saberemos se os trabalhadores estão empenhados em continuar repudiando a proposta feita pela empresa e, quem sabe, implantarmos o dissídio”, finalizou Edson de Oliveira.

Por: Redação

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