Notícias

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Análise do Poema: “Encarnação” de Cruz e Souza

Literatura

Encarnação

Cruz e Souza

Carnais, sejam carnais tantos desejos,
carnais, sejam carnais tantos anseios,
palpitações e frêmitos e enleios,
das harpas da emoção tantos arpejos...

Sonhos, que vão, por trêmulos adejos,
à noite, ao luar, intumescer os seios
láteos, de finos e azulados veios
de virgindade, de pudor, de pejos...

Sejam carnais todos os sonhos brumos
de estranhos, vagos, estrelados rumos
onde as Visões do amor dormem geladas...

Sonhos, palpitações, desejos e ânsias
formem, com claridades e fragrâncias,
a encarnação das lívidas Amadas!

Análise

No estrato gráfico, podemos constatar a presença de título, o poema também possui pontuação, pois utiliza vírgulas e reticências, terminando com um ponto de exclamação. Há quatro versos distribuídos horizontalmente em cada uma das duas primeiras estrofes e, da mesma forma, três versos para cada uma das duas últimas estrofes. A primeira palavra de cada estrofe inicia-se com letra maiúscula e as demais são escritas com letras minúsculas, exceto a última palavra do poema, cuja primeira letra é maiúscula.

No estrato fônico, podemos observar que existe métrica, pois o poema é decassílabo. Nota-se também que há cadência. Nas duas primeiras estrofes, a rima é externa e interpolada, apresentando-se da seguinte forma (em ambas as estrofes): ABBA, nas duas últimas estrofes a rima também é externa, porém emparelhada, nesta representação: CCD – EED.

Por: Lorena Ribeiro Damasceno – Estudante de Letras da Faculdade Saberes – Equipe Sindinotícias.

Foto meramente ilustrativa/ Internet

Tags: