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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Uma análise sintética do “Soneto De Separação”
Soneto De Separação
Vinicius de Moraes
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
O poeta explicita a separação ao apresentar o cenário dramático que figura os casos de separação, quando mostra a conversão da alegria em tristeza, da calma em tempestade, em drama; a distância repentina de um amigo, a espuma que agora separa duas bocas que outrora eram unidas.
Por:Lorena Ribeiro Damasceno – Estudante de Letras da Faculdade Saberes – Equipe Sindinotícias.
Foto: meramente ilustrativa/ Internet


