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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Sindilegis/ES publica sua posição em relação ao movimento de ocupação da ALES
Uma das definições para o Jornalismo é: técnica de transmissão de informações a um público cujos componentes não são antecipadamente conhecidos. Este particular diferencia o Jornalismo das demais formas de comunicação. Atualmente, o termo “Jornalismo” faz referência a todas as formas de comunicação pública de notícias, seus comentários e interpretações.
O dever do Jornal Sindinotícias é o compromisso com a verdade e a precisão dos fatos, que são preceitos fundamentais da Ética Jornalística. Fato este exposto no Código de Ética da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), que estabelece, no art. 2º, I, que "a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários"; no art. 2º, II, acrescenta que "a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos". Por fim, o artigo 4º afirma que "o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação" e o art. 7º, que: "O jornalista não pode (...) II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação".
Por sua vez, a Declaração de Princípios sobre a Conduta do Jornalista, da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ ou IFJ, na sigla em inglês), afirma que "jornalistas dignos do nome" (art. 9) devem seguir fielmente o princípio estabelecido no artigo 1º: "O respeito à verdade e ao direito do público à verdade é a primeira obrigação do jornalista".
Exposta sua posição, o Jornal Sindinotícias abre espaço ao Sindicato dos Servidores da AssembleiaLegislativa e Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (Sindilegis-ES), que divulgou em seu site resposta à coluna da editora de política, Andreia Lopes, do jornal A Gazeta, do dia 4/12/ de 2011, intitulada, “Mão de gato na Assembleia?”. Acompanhe na íntegra a Nota divulgada pelo Sindilegis/ES (clique aqui):
Esclarecimento aos jornalistas - assessores de imprensa de parlamentares da Assembleia Legislativa do Espírito Santo
Face ao movimento de ocupação do Plenário, pelos servidores da Assembleia Legislativa, no último dia 29 de novembro e aos ataques deliberados, recheados de acusações torpes, de toda ordem, publicados pela editoria de política do Jornal A Gazeta, jornalistas Andreia Lopes e Radanezi Amorim - Em nome da ética profissional, dos princípios da apuração da notícia, de se ouvir todos os lados e dos fatos ocorridos:
O movimento pelo pagamento da reposição dos 11,98%, foi deliberado em agenda sindical para o ano de 2011, e desde o início desse ano e legislatura os servidores procuraram todos os parlamentares, direta ou indiretamente, buscando esclarecer o tema e obter apoio. E a partir do mês de agosto foi deliberado em assembleia dos servidores o movimento de mobilização permanente pelo pagamento, e que sempre às terças feiras seriam feitas manifestações intensivas dentro da Ales, como todos puderam acompanhar no decorrer do ano.
Esse movimento não se pauta por relações de parentesco, amizade e pessoalidade, é luta de classes. O direito à reposição dos 11,98% atinge a aproximadamente 7 mil pessoas, interesses os quais o Sindilegis defende.
O percentual dos 11,98%, é correção de perda salarial ocorrida no processo de conversão da moeda – no Plano Real de 1994 - é um direito de todos os trabalhadores brasileiros. Os servidores da Ales, só tiveram a incorporação dos 11,98% ao salário em 2009, e ainda esperam receber o pagamento do percentual de anos anteriores dessa conversão.
Sobre a ocupação do Plenário da Ales - Dois fatores desencadearam a ação de ocupação do Plenário da Ales. 1- A atitude do presidente Rodrigo Chamoun em desconsiderar uma reunião ocorrida no Palácio da Fonte Grande no dia, 22 de novembro, com o Secretário da Casa Cívil, Luis Ciciliotti, em nome do governador Casagrande, com o líder do governo- Deputado Marcelo Coelho, os Deputados, José Esmeraldo, Sérgio Borges, Ferraço e Ataíde Armani, com representantes da CUT, Sindilegis e Arsal, para buscar um acordo em torno do pagamento dos 11,98%.
Essa reunião deliberou que o pagamento ia ser feito através de apresentação de projeto de lei, ou resolução em comum acordo de todos os parlamentares e a Mesa Diretora e governo do Estado. Sendo que o Secretário Ciciliotti, assumiu de conversar com o presidente Chamoun para encaminhar essa decisão.
2- O fechamento das galerias no dia 29 de novembro, antes do início da sessão, quando habitualmente, há quatro meses, os servidores vinham se manifestando ali. Quando fecharam as galerias, já havia pessoas lá dentro, crianças inclusive, do Projeto Escola na Ales, servidores, aposentados, pensionistas, diretores do sindicato, pessoas comuns, movimentos sociais e apoiadores. Assim, essas pessoas ficaram presas impedidas de sair e outras impedidas de entrar. Fato que gerou revolta, e cobrança por parte dos que ali estavam no sentido de atitude da direção do sindicato para fazer abrir as galerias, gerando o ocorrido.
Vitória, 8 de dezembro de 2011
Atenciosamente,
Glaucia Reggina/Jornalista do Sindilegis-ES
Integrante da direção do Sindijornalistas/ES e da Direção da Federação Nacional dos Jornalistas-FENAJ
Por: Redação


