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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
O índio alencariano
José de Alencar, um dos principais autores indianistas do período do Romantismo, descreve o índio como um herói, concedendo-lhe as mais variadas virtudes; se fosse mulher, era a índia mais bela, sedutora, desejável e ao mesmo tempo sábia, engenhosa e hábil, como a personagem Iracema; se fosse homem, então era um índio forte, desbravador, profundo conhecedor das matas, um verdadeiro guerreiro, o equivalente aos famosos “cavaleiros medievais”.
O índio assim representado era de extrema importância para que se firmasse uma literatura nacional, visto que, buscando abandonar a influência europeia e conquistar autonomia literária e autenticidade, o romântico busca algo próprio do país, que tenha marcado sua história cultural. Trata-se da busca de algo tipicamente brasileiro, que seria justamente o índio, deste o escritor indianista ignora os defeitos e dota de qualidades, exalta-o para enaltecer a própria nação, pois, conforma dito anteriormente, a construção de um herói “original” é que estabeleceria as bases de uma arte literária nacional, portanto, o índio torna-se no Romantismo o símbolo ideal da Literatura Brasileira, e de grande representatividade para o nosso país.
por: Lorena Ribeiro Damasceno - Estudante de Letras da Faculdade Saberes - Equipe Sindinotícias
Foto: meramente ilustrativa/ Internet


