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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

A poética do parnasianismo

Vaso Chinês

Alberto de Oliveira

Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura —
Quem o sabe? — de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

A poética do parnasianismo preocupava-se demasiadamente com a forma, era extremamente rígida e rigorosa em relação à métrica, linguagem, etc. Exigia rimas ricas, dentre outros estilos de produção; mas não se preocupava tanto com o conteúdo, era uma poesia isenta de fortes emoções, pelo contrário, até procurava ser mais racional, mas com uma descrição da realidade ainda muito superficial; muitas vezes não queria dizer nada, ou pelo menos nada de importante, pois era como se o conteúdo fosse apenas um pretexto para produzir “a forma”, para mostrar e exibir técnicas. Não o tema, mas a capacidade de produzir com engenho era o mais importante.

Por:Lorena Ribeiro Damasceno – Estudante de Letras da Faculdade Saberes – Equipe Sindinotícias.

Foto: meramente ilustrativa/ Internet

 

 

 

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