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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 : Funcionários terceirizados ganham 27,1% menos que contratados

Estudo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) mostra que os funcionários terceirizados recebem salários 27,1%, em média, menores que aqueles contratados diretamente pelas empresas.

Os dados de dezembro de 2010 e elaborados com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e em sindicatos - revelam que os terceirizados tinham uma remuneração média de R$ 1.329,40, enquanto os contratados diretamente recebiam R$ 1.824,20. O estudo foi apresentado hoje, em entrevista coletiva, na 13ª Plenária Nacional da instituição.

O estudo "Terceirização e Desenvolvimento - uma conta que não fecha" aponta ainda que a jornada semanal dos terceirizados possui, em média, 3 horas a mais que os funcionários que não se encontram nessa condição. Essa diferença, afirma a CUT, significa 801.383 novas vagas que deixaram de ser criadas. "Se a jornada dos trabalhadores terceirizados fosse igual à jornada de trabalho daqueles contratados diretamente, seriam criadas cerca de 801.383 vagas de trabalho a mais, sem considerar hora extra, banco de horas e ritmo de trabalho, que como relatado por dirigentes sindicais, são maiores e mais intensas entre terceiros", afirma o documento.

Em entrevista ao Jornal Sindinoticias, o vice-presidente da CUT/ES, José Nilton, explicou que as empresas terceirizam, mas não oferecem condições adequadas ao trabalhador. “A terceirização não precisa significar precarização. Hoje os terceirizados não têm uma regulamentação como os contratados que garanta boas condições de trabalho e salários coniventes, por isso é importante esse debate em um setor que emprega a muitos” concluiu.

Rotatividade

A rotatividade de funcionários dentro das empresas também é mais elevada na terceirização, afirma o estudo da CUT. Enquanto o tempo médio de permanência no trabalho é de 5,8 anos para os trabalhadores diretos, para os terceirizados esse número desce para 2,6 anos. A taxa de rotatividade entre os terceirizados é de 44,9%; dos trabalhadores diretos, 22%.

 

Por: Redação

Foto: Arquivo Sindinoticias

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