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Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2012
Não duvide...
Sempre quando estamos diante de uma escolha, seja ela qual for, deparamo-nos com o cruel sentimento da dúvida. Aí, percebemos que, acertar ou errar faz parte de um longo processo que nos deixa, às vezes, com medo até mesmo de tentar. Pois, a incerteza, tolhe o nosso saber, desfaz nossa coragem e paralisa nossas ações. Mas, o que devemos fazer para vencê-la?
Derivado do latim (dubitare), a dúvida, é uma condição psicológica ou sentimento caracterizado pela ausência de convicção, opondo-se a crença/fé e ao saber. Ela é considerada a incerteza ou desconfiança em relação a uma ideia, fato ou ação de uma asserção ou de uma decisão.
Para que ela se estabeleça, em geral, é necessária uma noção de realidade do fato em que existe a suspeita, e isto pode adiar a decisão de ações relevantes ao fato, pois podem estar incorretas ou incompletas.
Diferente da filosofia, que surgiu da inquietude gerada das necessidades de se compreender a realidade física, e dimensionar como os valores socioculturais explicam tal realidade, o evangelho não derivou da dúvida dos homens e nem se apoia na credulidade deles, antes, é uma revelação concernente à manifestação do unigênito Filho de Deus à humanidade.
Quando deixamos à dúvida, ou até mesmo o medo tomar conta da nossa mente, automaticamente, neutralizamos o poder da fé. Vejamos: “Ora, a fé é acerteza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que não se veem" (Hb 11:1). Assim, tanto a certeza quanto a convicção se opõem totalmente à dúvida.
Portanto, para que Deus faça acontecer um milagre em nossas vidas, seja ele qual for, e para que Deus responda o nosso sacrifício, temos que usar a nossa fé, e por isso, é necessário confiarmos, tendo a certeza e convicção de que aquilo que estamos esperando vai chegar. Que seja hoje, amanhã, ou quando Deus quiser, mas vai chegar, pois: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1).
Quando viajamos pelo universo da dúvida, encontramos pelo caminho, uma caixinha cheia de questionamentos que nos leva a direções cada vez mais inesperadas, dependendo da escolha.
Porém, ela também pode ser sugestiva. Pois, cria expectativa, combina com reticências, abre possibilidades, ganha tempo. É sempre bom ter a certeza absoluta de que precisamos pensar mais antes de responder sim ou não, para não vivenciarmos negativas consequências. O que não deve acontecer é deixar com que este sentimento, que muito nos lembra um ponto de interrogação, ofuscar a nossa confiança naquilo que esperamos. Lembremo-nos: ...”o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte” (Tg 1.6b).
A palavra dúvida, aqui apontada, está ligada à instabilidade do ser-humano e ainda à falta de fé deste, para com Deus. Significa não abraçar com firmeza o que Deus prometeu ou promete em suas palavras. Muitas vezes, pedimos sabedoria a Deus para lidar com determinado assunto, mas, na realidade, o que queremos é que a sabedoria de Deus combine com a nossa, aí esperamos um pouco, e se o que Deus orienta-nos não nos agrada, agimos pela emoção.
Quantas vezes duvidamos das coisas que pedimos a Deus, principalmente quando Ele demora em responder, ou quando as circunstâncias mostram-se contrárias ao que pedimos? Em muitos casos, chegamos a falar que fomos desprezados por DEUS e que iremos perecer no mar do esquecimento. Quando Pedro andou sobre as águas, por um momento ele duvidou e por isso, afundou. Não dê lugar à incerteza, mas a convicção!
Amados irmãos, Deus sabe que, às vezes, falta-nos longanimidade o suficiente para aguardar o tempo dEle para nossa vida, e por isso, precipitamo-nos em dizer coisas que não o agradam. O melhor que podemos fazer é aguardar, com fé e esperança, tendo sempre a certeza de que Ele sabe do que precisamos, antes mesmo de pedirmos. Por isso, confie, acredite, tenha certeza daquilo que espera, e assim, o sobrenatural de Deus vai acontecer em sua vida de modo surpreendente... Acredite!
Por: Redação


