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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Vila Velha: Quanto irá gastar nas eleições de 2012 ?
Na última eleição, em 2008, Vila Velha alcançou 287 candidatos disputando o legislativo municipal. Foram derrotados nas urnas 270 candidatos que tentaram ocupar uma das 17 cadeiras de vereador. (Leia Mais).
O município conta com um território de 232km² e uma população estimada em 415 mil habitantes. É o segundo maior município em densidade populacional, considerando a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV). Em 2008 segundo o IBGE, o PIB per capita do município era de R$ 13.092,69. (Leia Mais).
Vila Velha é o município mais populoso do Estado do Espírito Santo (ES). Segundo alguns especialistas, o total gasto na próxima campanha eleitoral no município poderá chegar à R$ 5.000.000,00, devido ao número considerável de pré-candidatos em 2012. Nesse caso, o maior gasto é com a contratação de cabos eleitorais.
Alguns técnicos explicam que uma campanha de vereador é, proporcionalmente, mais cara do que a campanha do executivo (prefeito) municipal. É uma campanha em que o candidato precisa abordar o eleitor na rua no corpo-a-corpo e que demanda uma estrutura muito grande. Essas campanhas para vereador são feitas basicamente com os tradicionais “santinhos” (panfletos com a foto do candidato), carro de som e participação no programa eleitoral na televisão e rádio. Normalmente esse pacote é feito para candidatos majoritários por um técnico de marketing ou de uma agência de publicidade. Esse vínculo cria uma relação de dependência entre o partido, candidato a vereador, e o candidato a prefeito.
Quando a estratégia dos candidatos a vereador é apenas utilizar uma única ferramenta de marketing, a tendência à derrota fica bem eminente. O grande desafio dos candidatos, portanto, é tentar se sobressair entre os concorrentes com quantas ferramentas de marketing forem necessárias. É preciso muita criatividade, dinheiro e disciplina, com certeza bem diferente de uma campanha para prefeito, que nos últimos tempos vem sendo monitorada pelos grandes institutos de pesquisa. Já para o legislativo não há como prever o voto e neste caso temos uma campanha que poderá ser muito desgastante.
O preço para estar no pleito a vereador em 2012, com maiores chances de ingressar na Câmara no próximo ano, é de no mínimo R$ 30 mil.
Mesmo com a proibição de brindes e showmícios, alguns técnicos publicitários afirmam que essa medida não teve um impacto significativo na redução de custos esperada nas campanhas. Os candidatos foram obrigados a buscar outras ferramentas de marketing para substituir as que são proibidas pela Lei Eleitoral. É muito impreciso achar que houve economia nas campanhas.
Hoje as “empresas agências” também são responsáveis pela criação de simples sites para os candidatos, e chegam até a possibilitar uma transmissão de mensagens via aparelho celular. Cabe ainda a essas empresas contratar as assessorias de comunicação, contábil e jurídicas, além de preparar os candidatos para os debates e comícios (Mídia Training). Esse ponto é essencial e dependerá do candidato, que apesar de ter experiência administrativa, ter história e ter um projeto, é um nome novo e precisará de uma campanha com muita qualidade para não parecer um candidato nanico.
A campanha mais cara deverá continuar sendo a eletrônica, que nos tira da linha dos R$ 30 mil iniciais e nos leva a um aumento de cerca de mais ou menos 1000%. Isso se forem utilizadas todas as ferramentas que o mercado de marketing disponibiliza, o que nem sempre resultará na vitória do candidato. Na última eleição, alguns candidatos contrataram até os famosos marqueteiros e ainda assim foram derrotados.
Por: Redação


