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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Uma casa sem um toque feminino não tem vida

Estamos a sessenta dias de se comemorar o Dia Internacional das Mulheres (08/03), como todos nós já sabemos. Mas, o que muitos ainda não sabem, ou não dão o valor devido, é que a cada dia, as mulheres têm sido fundamentais tanto no serviço público quanto no privado.

Egito: Na antiguidade, existiu no Egito uma posição de relativa igualdade, entre o homem e a sua companheira, nas lides do campo. Poderia ser comerciante, ter indústria e exercer medicina.

Grécia: Os espartanos viam nas mulheres apenas a origem de uma raça forte e as educavam com o objetivo de ter filhos belos e sadios. Os atenienses as dividiam em classes, mantendo a esposa legítima quase em clausura e instruindo as que se destinavam as cortesãs.

Brasil: Até 1932, o trabalho feminino não tinha proteção especial. Com a Revolução de 1930 abriu-se uma nova Era para os trabalhadores brasileiros. O problema do trabalho feminino foi estudado pelo então ministro Lindolfo Collor. Foi expedido no Decreto nº. 24.417- A, de 17 de maio de 1932, a primeira Lei que cuidou da situação da mulher trabalhadora. Hoje a atual é a Lei nº. 9.799, de 1999.

Durante muito tempo temos falado sobre a importância de as mulheres ocuparem cargos públicos. De quatro em quatro anos, a população tem a chance de melhorar a qualidade de vida e a qualidade de seus representantes através do voto e, diante dessa oportunidade, a maioria das mulheres não se dão conta da importância de se ter mais representantes femininas nos poderes públicos. Assim, elas acabam deixando de ocupar os espaços também reservado a elas.

Neste mandato legislativo de Vila Velha (ES), que está se findando em dezembro de 2012, a situação mais uma vez se repetiu e as mulheres ficaram fora da política no município.

A última vez que tivemos uma mulher no parlamento canela verde foi em 2005/2009, com a então presidente do Sindicato da Alimentação do ES, Linda Morais, que, diga-se de passagem, muito bem representada pela sua atuação. Mas, mesmo obtendo próximo dos 1800 votos não se reelegeu.

Logo, as mulheres perderam uma cadeira tão importante. Tal resultado traz consigo uma série de oportunidades significativas que estamos vendo. Todas as mulheres de Vila Velha, do estado do Espírito Santo e do Brasil, devem fazer neste próximo dia oito de março uma reflexão, através de palestras dentro dos movimentos sociais para serem inseridas neste contexto das eleições que estão por vim em outubro de 2012, que é delas por direito. A luta das mulheres precisa continuar!

Por: Redação

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