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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Trabalhadores: Óleo de peixe pode auxiliar na cura da depressão
Estudos internacionais indicam que de cada 100 mil habitantes, pelo menos 100 deles têm ou terão doença de Parkinson. E mais, a cada ano, surgem mais ou menos20 novos casos também para cada 100 mil habitantes. Números ainda mais consideráveis, quando se pensa nas consequências que a doença traz aos pacientes.
Processo neurodegenerativo
Os problemas vão desde as alterações motoras, causadas pelo processo neurodegenerativo, até a depressão. E é de olho neste último sintoma, cada vez mais frequente, que um estudo realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) tem chamado a atenção de especialistas.
Durante dois anos, uma equipe de pesquisadores formada por integrantes dos departamentos de Fisiologia, Farmacologia e Patologia Básica, e também do Hospital de Clínicas, trabalhou em conjunto com a Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo. O objetivo era aplicar os conhecimentos de uma pesquisa já feita em ratos, em pacientes da Associação. E os resultados são mais que promissores.
O trabalho desenvolvido com a Associação consistiu no chamado “duplo-cego”. Os pacientes, após passarem por uma rigorosa seleção – com psicólogos, psiquiatras e neurologistas – e serem classificados com transtorno depressivo, foram divididos em dois grupos: um que passou a receber placebo (óleo mineral) e outro a suplementação com óleo de peixe, fornecido numa parceria fechada com a Fundação Herbarium de Saúde e Pesquisa.
Resultados
Os resultados dos testes realizados antes e após os três meses de suplementação mostraram uma diminuição dos sintomas depressivos com remissão acima de 50% da pontuação – segundo a Escala de MADRS, uma das ferramentas utilizadas neste estudo – em 42% dos pacientes suplementados com o óleo de peixe, enquanto apenas 6% dos pacientes do grupo placebo apresentaram remissão acima dos 50%. Esta pesquisa é recente e representa a primeira investigação terapêutica sobre estes ácidos graxos (ômega-3) em pacientes com doença de Parkinson associada à depressão. O que é preciso agora é ampliar o estudo com um número maior de pacientes.


