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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Eleições 2012: Corpo-a-Corpo Virtual

O povo hoje entende mais sobre opinião e, portanto, não é facilmente dominado. Do ponto de vista mercadológico isso quer dizer que o “cliente” passa a dizer quais são as suas demandas, e o caminho que o “gerente” deve adotar para trazer benefícios para esse público.

Tal vertente (a de possuir opinião própria) ainda não abrange a maioria da população. No entanto, este caminho é ascendente, o que poderá contribuir para que essa tendência de opinião lúcida cresça ainda mais nas sociedades brasileiras.

O mundo digital vem contribuindo para essa dinâmica de obtenção de opinião própria. As mídias sociais têm contribuído para que haja mais trocas de informações entre grupos ou comunidades que expressam seus sentimentos e os levam a tornarem-se formadores de opinião.

Não é coincidência que as assessorias políticas já adotem as mídias sociais com tanta profundidade para as eleições, (2012 especificamente). É uma tendência que deverá permanecer por bastante tempo daqui por diante, devido ao feeling positivo que vem trazendo aos políticos.

As mídias sociais fazem o papel do “corpo-a-corpo virtual”, aproximando o candidato de seu eleitor. Os canais intermediários que costumavam existir entre ambos caíram por terra, mas cabe uma avaliação sobre isto: fale menos e haja mais. Afinal, os espaços sociais virtuais também servem para expor como andam as ações políticas. Se o político vai mal, as opiniões serão ruins, se ele vai bem, as opiniões serão positivas. Muito cuidado. Aquelas antigas promessas de campanha ou de mandato estão mais do que manjadas pelo povo. É melhor fazer do que anunciar que vai fazer.

Ainda não é possível medir a extensão do mundo interativo, portanto ele não possui limites. Não existe território geográfico e mesmo que falemos línguas diferentes a linguagem é entendida por todos os navegantes.

Estamos nos relacionando cada vez mais virtualmente e menos fisicamente. Nos conectamos por nossos interesses e por nossa paixão. É esta paixão que demonstra nossos desejos. A partir daí quem se interessar terá apenas que adotá-la. Já dizia o poeta romano Juvenal: Quis custodiet ipsos custodes?; ou: Quem domará os domadores?

Por: Rodrigo Elias – Gestor em Assessoria de Comunicação Social.

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