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Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012
Os trabalhadores capixabas e as mortes anunciadas
Como se não bastasse a violência automobilística, a violência doméstica e frequente ocorrência de homicídios, ainda temos que aguentar a contaminação do ambiente gerada pelas empresas. Hoje consideramos que o Estado do Espírito Santo possui grandes centros urbanos e industriais com elevado índice de poluição.
As fábricas de papel e cimento, indústrias químicas, refinarias e as siderúrgicas emitem óxidos sulfúricos, óxidos de nitrogênio, enxofre, partículas metálicas (chumbo, níquel e zinco) e substâncias usadas na fabricação de inseticidas.
Todos esses poluentes são resultantes das atividades de um capitalismo selvagem,que envolve a população,os poderes constituídos e as pessoas. Ajudando a lançar a morte na atmosfera.
A emissão excessiva desses poluentes tem provocado sérios danos à saúde, como problemas respiratórios (bronquite crônica e asma), alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso ou em órgãos vitais e até câncer. Esses distúrbios agravam-se pela ausência de ventos e no inverno com o fenômeno da inversão térmica (que ocorre quando uma camada de ar frio forma uma parede na atmosfera que impede a passagem do ar quente e a dispersão dos poluentes). Morrem,em decorrência desse fenômeno, milhares de pessoas todos os anos, sem saber na verdade que a principal causa é a poluição do ar.
Podemos afirmar que os danos não se restringem à espécie humana. Toda a natureza é afetada. A toxidez do ar ocasiona a destruição de florestas e as fortes chuvas provocam a erosão do solo e o entupimento dos rios.
Algumas medidas para solucionar os problemas da Poluição do AR: A existência de uma rigorosa legislação antipoluição, que obrigasse as fábricas a instalarem filtros nas suas chaminés, a tratar os seus resíduos e a usar processos menos poluentes. Penalizações para as indústrias que não estiverem de acordo com as Leis: criaçãode dispositivos de controle de poluição, investimentos nas fontes alternativas de energia e na elaboração de novos tipos de combustíveis como o álcool vegetal (carros), extraídos da cana-de-açúcar, do eucalipto e do óleo vegetal (substituindo o óleo diesel e o combustível para a aviação), extraídos da mamona, do babaçu, da soja, do algodão, do dendê e do amendoim. Melhor planejamento dos estados, buscando a harmonia entre a natureza e a urbanização. Maior fiscalização sobre desmatamentos e incêndios nas matas e florestas. Proteção e conservação dos parques ecológicos, incentivo à população para plantar árvores, campanhas de conscientização da população para os riscos da poluição, aumentar o número de fiscais de proteção ambiental, cooperação com as entidades de proteção ambiental, maior participação dos poderes constituídos acionando o judiciário, proibir as doações das poluidoras em campanhas eleitorais, não votar em candidatos que recebem doações das poluidoras.
Por: Redação


