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Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012

Romantismo

Objetivando “escapar” da realidade vigente, da vida comum, por considerá-la vazia e sem sentido, terreno fétido de explorações e agonias, por vezes imoral e até mesmo sufocante, o escritor do período do Romantismo busca um outro mundo; ele cria, “pinta” sua própria realidade, para isso permite que a emoção sobressaia à razão, já que no plano dos sentimentos tudo é mais leve e ideal. A liberdade de expressão nas obras românticas ocorre independentemente de qualquer moral, e muitas vezes o exagero é um recurso utilizado como suporte ao desabafo do escritor que, inconformado com as (falsas) morais estabelecidas pela sociedade e regras de conduta hipócritas que prendiam e limitavam, recorria ao sentimento de saudades, por exemplo, quando recordava a infância, já que esta tapava seus olhos com o véu da inocência para que não enxergasse os males sociais. Refugiava-se também nos sonhos e delírios, porque estes sim, o arrancavam completamente da realidade, deixando-o absorto; e por fim exaltava e valorizava as paixões, ainda que fosse através de martírios e representações do sofrimento amoroso, pois sofrer por amor seria o digno, já que, em sua febre de idealizações, o escritor romântico considerava este sentimento (amor) o mais sublime, perfeito, puro.  

Por: Lorena Ribeiro Damasceno – Estudante de Letras da Faculdade Saberes – Equipe Sindinotícias.

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