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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Exemplo de união: moradores lutam por melhores condições de vida

O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) existe há 23 anos e o maior objetivo é pensar na vida do próximo. O coordenador municipal do MNLM, Paulo Assis, relatou ao SINDINOTÍCIAS que o...

O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) existe há 23 anos e o maior objetivo é pensar na vida do próximo. O coordenador municipal do MNLM, Paulo Assis, relatou ao SINDINOTÍCIAS que o movimento tem um propósito: lutar por melhores condições para os moradores do bairro Alice Coutinho, em Cariacica. Entre as prioridades estão: saneamento básico, calçamento de ruas, comércio, indústrias, entre outros.

“Por meio da necessidade, a comunidade lutou por um local que atendesse às famílias que não tinham condições de comprarem terrenos e construirem suas moradias, que percebemos a importância deste bairro. Apesar que, há algum tempo, o município não tinha nenhum projeto para habitação. Então, resolvemos ocupar. No dia três de junho de 1996, cerca de 60 famílias ocuparam o bairro. Apesar das conseqüências e dificuldades sofridas, a necessidade falou alto, resistimos e entramos em negociação. Destas 60 famílias, hoje habitam 460 moradores”, garantiu Paulo.

O bairro era para atender 520 famílias, mas os moradores tiveram que liberar alguns espaços, como igreja, praça, área de lazer e escola. Segundo o coordenador, a escola foi à única construção que a comunidade não fez. “O Colégio Municipal de Ensino Infantil Amélia Virgínia Barbosa Machado existe há dois anos, sendo que um ano foi de construção e mais um de funcionamento. A escola abriga cerca de 160 alunos”, esclareceu.

      

Para Paulo, as maiores dificuldades do bairro são: a falta de uma rede de esgoto; a falta de linha de ônibus, a falta de farmácias e postos médicos. Para João Martins, um dos 12 coordenadores da região, o bairro não sofre violência. “Aqui não existe criminalidade. Foram dez anos sem derramamento de sangue. Dentro de 11 anos, ocorreram dois crimes, mas não gostaria que tivesse acontecido nenhum”, afirmou João.

No Orçamento Participativo 2006/2007, os moradores conseguiram incluir a urbanização da principal rua do bairro. “Cobramos a prefeitura para agilizar o processo de infra-estrutura no bairro e até dezembro esperamos que esteja toda pronta,” revelou Paulo Assis. O coordenador, ainda, relata que há três anos faz parceria com o curso de arquitetura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para criar um projeto no bairro.

      

“É Uma troca pelo qual passamos experiência do Movimento Nacional de Luta pela Moradia e em retribuição os alunos constroem o projeto do bairro para nós”, esclareceu Paulo. Deste modo, surgiu o projeto sustentável da construção da praça e a sede da associação de moradores, que será entregue no próximo domingo (21), às 13h. Para comemorar, os moradores prepararam um almoço comunitário e convidam toda a população para participar.

      

Por: Peggy Maressa

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