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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Pesquisa mostra preços de material escolar básico na região metropolitana

Entre os dias 12 e 22 de janeiro, pesquisadores do projeto Vigilante$ do$ Preço$, grupo de alunos do curso de Administração da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), sob a coordenação do Prof. Paulo...

Entre os dias 12 e 22 de janeiro, pesquisadores do projeto Vigilante$ do$ Preço$, grupo de alunos do curso de Administração da Faculdade Batista de Vitória (FABAVI), sob a coordenação do Prof. Paulo Cezar Ribeiro, coletaram os preços praticados em 12 estabelecimentos comercias de varejo da Região Metropolitana da Grande Vitória (3 supermercados, 8 papelarias e 1 loja de departamentos) que vendem material escolar básico.

Vários supermercados foram excluídos da amostra por apresentarem poucas opções de compra para o consumidor, pois muitos produtos básicos de uso escolar não foram encontrados, além do preço ser bem superior se comparado com os das lojas especializadas (papelarias). A cesta pesquisada formada por 17 itens englobando diversos tipos de lápis, canetas, cadernos, cola escolar, borracha, tesoura e lapiseira.

Devido à grande variedade de marcas encontradas, a metodologia utilizada na pesquisa foi optar pela coleta de preços referentes às marcas mais baratas de cada produto da lista, obedecendo a especificação proposta.

Os preços dos produtos pesquisados tiveram variações de até 1.390%. A entrada de vários produtos de origem chinesa ampliou esta oscilação. É o caso do apontador comum para lápis. Na papelaria GECORE (Vitória e Laranjeiras/Serra) o produto foi encontrado por apenas R$ 0,10 a unidade. Na Lojas Americanas (Vitória e Vila Velha) o mesmo produto sairia por R$ 1,49, no entanto o consumidor seria obrigado a levar a embalagem contento duas unidade deste produto. O preço médio do apontador comum foi cotado a R$ 0,61.

O segundo produto de maior oscilação de preço foi a borracha bicolor para lápis e caneta, cuja variação chegou a 692%. No supermercado EPA PLUS do bairro Jardim da Penha (Vitória) o produto foi encontrado a R$ 1,98 e na Papelaria Castorino Santana no Centro de Vitória a mesma borracha poderia ser encontrada por apenas R$ 0,25. No restante das papelarias o produto poderia ser encontrado por R$ 0,30 a R$ 0,50 a unidade.

O produto de maior participação relativa da lista, pacote de 500 folhas de papel tipo A4 comum, foi o item de menor oscilação de preço entre os estabelecimentos pesquisados. A variação encontrada foi em torno de 60%. No hipermercado WAL-MART o pacote poderia ser encontrado por R$ 9,97, enquanto nas Lojas Americanas do Centro e do Shopping Vitória o mesmo produto sairia a R$ 15,99.

Outros produtos pesquisados também tiveram variações expressivas de preços: caneta esferográfica comum (232%), caneta marca texto (326%), cola branca Tenaz (132%), cola bastão (336%), lápis de cor com 24 unidades (430%), lápis de cor com 12 unidades (168%), caderno universitário com capa dura e 10 matérias com 200 folhas (140%), caderno universitário com capa flexível e 96 folhas (78%), caderno brochurão de 6ª folhas (170%), refil para fichário universitário com 96 folhas (250%), caneta hidrocor com 12 unidade (505%), tesoura escolar com cabo plástico (396%), lápis preto comum Nº 2 (249%) e lapiseira comum de plástico (398%).

A MR Papelaria, localizada no bairro Jardim Colorado em Vila Velha, foi o estabelecimento que apresentou o maior número de itens da lista pesquisada de menor preço. Caneta esferográfica, caneta marca texto, lápis de cor comum de 24 cores, refil colorido para fichário universitário, tesoura pequena de cabo plástico e lápis preto comum Nº 2 estavam com o menor preço.

É interessante observar que nos ambulantes e camelôs do centro da Capital, vários produtos da lista da pesquisa poderiam ser encontrados por preços bem superiores aos dos estabelecimentos formais. A diferença pode chegar entre 30% a 50%, além de não fornecem nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou assistência do produto se houver necessidade.

Irregularidade que ferem o Código de Defesa do Consumidor

Papelaria GECORE: A caneta esferográfica comum da marca BIC foi encontrada pelo preço de R$ 0,55 a unidade avulsa colocada estrategicamente em local de difícil visão na prateleira próxima ao piso. No entanto, em local de melhor acesso para o consumidor o mesmo produto, agora embalado em sacola de 3 unidades por R$ 2,20. Assim, cada caneta sairia por R$ 0,73, ou seja, 32,7% de diferença. Além disso, havia falta de etiqueta de preço na caixa contendo as unidades avulsas.

Supermercado EPA PLUS: Neste estabelecimento, localizado no bairro Jardim da Penha em Vitória, a desorganização nas gôndolas de material escolar é exagerada. Alguns produtos com preço informado no cartaz promocional era menor do que o registrado no leito ótico. O pacote de caneta hidrocor com 12 unidades, por exemplo, estava sendo anunciado por R$ 3,18, porém, na realidade, o preço registrado no caixa seria de R$ 3,88, ou seja, 22% a mais. Neste estabelecimento foram encontrados vários produtos sem etiquetas de preço e um deles, o caderno brochurão de 60 folhas tinha duas etiquetas com preços diferentes.

Papelaria Castorino Santana: A filial de Santa Lúcia apresentou algumas irregularidades como a falta de etiqueta informativa de preço, como é o caso de várias tesouras escolares. No local onde eram expostos os pacotes de papel A4 comum estava afixado um cartaz de outro tipo de papel mais caro.

Supermercado CARONE: Neste estabelecimento, localizado no bairro Santa Lúcia, a desorganização nas gôndolas de material escolar também foi constatada. Vários cadernos universitários de capa dura estavam em mal estado de conservação e a maioria sem identificação de preço na prateleira. Vários outros produtos escolares também estavam com falta de etiquetas ou mal posicionadas. Este estabelecimento foi retirado da amostra por oferecer itens insuficientes e com preços bem superiores aos dos concorrentes.

DEZ DICAS DOS VIGILANTE$ DO$ PREÇO$ PARA ECONOMIZAR NAS COMPRAS DE MATERIAL ESCOLAR

1ª - 'Reciclagem'

Antes de sair às compras, verifique se o material do ano passado está em boas condições para ser reaproveitado. Pegue mochila do ano passado e verifique o que tem dentro. Se o dicionário estiver em boas condições, não precisa comprar outro. O mesmo vale para a régua que não trincou e para o compasso. Basta limpá-los.

2ª - Pós-compras

Deixe para comprar a mochila após a volta às aulas. Os preços serão menores. O preço cai, no mínimo, 15% depois da volta às aulas.

3ª - Pesquisa de preços

Veja se compensa comprar em outro bairro. Assim, faça uma pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos. Porém cuidado, pois a economia pode ser anulada por gastos com transporte e alimentação. É importante observar que nem sempre o material mais caro e sofisticado é o melhor. Procure comprar somente o necessário.

4ª - Crianças em casa

Não leve seu filho às compras. Crianças costumam escolher “produtos da moda”, que têm os preços mais salgados.

5ª - Compra à vista

Opte pela compra à vista para evitar dívidas futuras. Os descontos podem variar de 5% a 10%. Crédito consignado e parte do 13º salário podem ser usados. Não deixe de pechinchar. Pagamentos com cartão de crédito são considerados à vista e, portanto, o preço não deve sofrer alteração.

6ª - Taxa de Juros

Se a alternativa for o pagamento a prazo é preciso checar e comparar as taxas de juros. Cuidado com compras no cartão de crédito e cheque especial.

7ª - Cheque pré-datado

Parcelamento com cheques pré-datados sem juros podem ser uma alternativa. Para este tipo de pagamento, faça com que as datas sejam especificadas no verso dos cheques como forma de garantir o depósito na data combinada com a loja.

8ª - Nota Fiscal

A nota fiscal deve ser fornecida pelo vendedor. Em caso de problemas com a mercadoria é necessário apresentá-la, portanto, exija sempre nota fiscal. Ao recebê-la, verifique se os produtos estão devidamente descritos e recuse quando estiverem relacionados apenas os códigos dos itens, o que dificulta a identificação.

9ª - Atacadistas

As lojas atacadistas concedem descontos para compras em grandes quantidades, portanto, sempre que possível reúna um grupo de amigos e discuta essa possibilidade comprando nesses estabelecimentos.

10ª - Ambulantes e camelôs

Compras em ambulantes e camelôs devem ser evitadas. Apesar de o preço, em alguns casos, ser mais em conta, eles não fornecem nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou assistência do produto se houver necessidade.

Por: Prof. Paulo Cezar Ribeiro - Coordenador da Empresa Júnior Fabavi

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