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Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Correios: sem acordo, categoria mantém a greve, que já dura 15 dias
Terminou sem acordo, nesta manhã, a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e os funcionários em greve. A...
Terminou sem acordo, nesta manhã, a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e os funcionários em greve. A paralisação entrou hoje no 15º dia. Foi marcada nova tentativa de conciliação para esta quinta-feira (17). Caso não haja acordo novamente, haverá dissídio, quando a greve poderá ser declarada ilegal. O presidente do TST, Rider Brito, sorteou o relator do processo, que será o ministro Maurício Godinho Delgado.
O presidente do TST fez nova proposta para pôr fim à greve dos funcionários dos Correios que completa hoje 15 dias. Durante a audiência de conciliação realizada nesta manhã no TST, em que não houve acordo entre a diretoria da estatal e os sindicatos dos trabalhadores, o ministro propôs a exclusão dos carteiros do plano de cargos e salários de 2008, o pagamento do adicional de 30% como gratificação aos carteiros incidindo sobre o salário-base, mas proporcional às horas de trabalho externo.
A proposta ainda inclui a proibição à diretoria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de demissão por 60 dias (a contar de 18 de julho) e a autorização para que a estatal corte apenas 50% dos dias parados dos grevistas. Na primeira proposta do TST, o ministro Rider de Brito se dispôs a mediar uma discussão entre as partes sobre os pontos econômicos, o que agora não foi repetido.
O presidente do TST deu prazo de dois dias - até esta quinta-feira (17/07) - para que a ECT e trabalhadores se manifestem sobre a proposta. Se não houver acordo, o tribunal iniciará o julgamento do dissídio em que decidirá sobre a legalidade da greve.
Hoje foi sorteado o ministro Maurício Godinho Delgado para relatar o dissídio. A assessoria do TST explicou que a partir de agora o relator já começa a se informar sobre o movimento e as reivindicações para apresentar seu relatório ao órgão especial do TST encarregado do julgamento. Fonte: Agência Estado
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