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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Aborto x Pena de morte

Nos últimos dias, o tema aborto tem sido pauta de várias conversas, jornais e discussões em todo o país. No Brasil o aborto é considerado crime, exceto em duas situações: estupro e risco de vida...

Nos últimos dias, o tema aborto tem sido pauta de várias conversas, jornais e discussões em todo o país. No Brasil o aborto é considerado crime, exceto em duas situações: estupro e risco de vida materna. A proposta de um Anteprojeto de Lei, que está tramitando no Congresso Nacional, é alterar o Código Penal para incluir uma terceira possibilidade de aborto: constatação de anomalias fetais.

No mundo, acontecem entre 46 e 55 milhões de abortos por ano. São aproximadamente 126.000 abortos por dia, a maioria em condições precárias, com sérios riscos à saúde da mulher. Desse total, 78% são realizados em países em desenvolvimento e o restante (22%), em países desenvolvidos.

Em uma visão superficial, é comum que não se tenha a consciência do que significa a realidade de 126.000 fetos, bebês, vidas inocentes serem desprezadas todos os dias. “O aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez pela extração do feto da cavidade uterina”.

Se analisarmos o ato de abortar, matar, executar uma vida, encontraremos alguma semelhança com a pena de morte? A pena de morte se configura com a execução de um indivíduo condenado. O que diverge nos dois atos é o direito à defesa, gozado pelo condenado à morte, mas não pelo feto. No entanto, a convergência de anular uma vida não se justifica pelo direito de defesa. Aniquilar uma vida deveria ser considerado crime sob qualquer circunstância, mesmo quando se infringiu normas estabelecidas na sociedade. Necessário é buscar formas alternativas de punir os indivíduos por suas infrações, bem como reeduca-lo à boa convivência social.

Diferente do que muitos pensam, alguns estudos mostram que o aborto pode causar dor em fetos ainda pouco desenvolvidos. Pesquisadores de Londres defendem que fetos podem ser capazes de sentir dor já a partir da 17ª semana de gestação. Pesquisadores do Reino Unido defendem que só há dor depois da 26ª semana. Independente de tudo é importante pensar que se trata de uma vida, e de uma vida inocente, um ser puro que será exterminado.

Uma gravidez não surge por acaso, ela depende do exercício voluntário da sexualidade por parte de duas pessoas. Por isso é necessário que o ato sexual seja responsável. Nesses processos as políticas de apoio à família são muito importantes. Muitas vezes “as situações dramáticas que estão por trás de muitos casos de aborto voluntário, podem ser resolvidos com a verdadeira solidariedade humana”.  

Antes que se pense em fazer um aborto, é importante ter a consciência de que se trata de uma vida inocente e que, na maioria das vezes, a violência e a morte não são a solução.

Por: Redação

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