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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Portuários paralisam atividades e fazem manifestações

Nas primeiras horas da paralisação de 24 horas, que a categoria deflagrou às 7h desta quarta-feira, os trabalhadores portuários fizeram manifestações e piquete nos portos de Capuaba, em Vila Velha, e...

Nas primeiras horas da paralisação de 24 horas, que a categoria deflagrou às 7h desta quarta-feira, os trabalhadores portuários fizeram manifestações e piquete nos portos de Capuaba, em Vila Velha, e no de Vitória. Só no Espírito Santo são mais de dois mil funcionário que prometem ficar de braços cruzados durante todo o dia e noite, até às 7h de quinta.

Uma das principais reivindicações é o cumprimento de uma convenção da organização internacional do trabalho. A paralisação foi decidida pela categoria, mesmo após a reunião realizada nesta terça (15/07) com o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. No encontro, foi sugerida a criação de um projeto sobre as reivindicações da categoria por técnicos do ministério, mas os trabalhadores recusaram a proposta.

A elaboração do projeto, que seria realizado por técnicos do ministério, incluía a discussão sobre o retorno da aposentadoria especial do trabalhador portuário, entre outras reivindicações, de acordo com a assessoria de comunicação do Intersindical.

As federações dos portuários estavam reunidas em Brasília para discutir sobre a paralisação e alegaram não abrir mão da greve, que pode causar prejuízos de até R$ 2 milhões por dia só no Porto de Vitória.

A greve foi aprovada em assembléia na última segunda-feira (14/07) pela categoria. Outra grande preocupação dos portuários é o decreto que está para ser assinado e que concede abertura aos terminais privativos, de uso misto, e que foram constituídos no futuro, para operarem sem a cota mínima de carga própria.

Os trabalhadores acreditam que isso pode provocar concorrência desleal com os portos públicos. Além disso, a medida poderá prejudicar a categoria, pois estes novos portos poderão não convocar a mão-de-obra avulsa por meio dos órgãos gestores, conforme determina a Lei dos Portos (nº 8630/93).

Também fazem parte da pauta de reivindicação dos portuários a inclusão dos avulsos de atividades dentro e fora da área do porto organizado, e o cumprimento da convenção 137, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com a recomendação 145 do Governo Federal.

Esta é a segunda vez que os portuários ameaçam greve nacional e sofrem intervenção da secretaria. Da primeira vez, em abril, quando a paralisação estava marcada para o dia 14, o ministro Pedro Brito convocou reunião para ouvir os trabalhadores e se comprometeu a analisar e tomar providências. Entretanto, nada aconteceu no período.

(Fonte: Folha Vitória)

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