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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Trabalhadores da Construção Civil paralisaram atividades na Cesan

Os trabalhadores da Construção Civil em empreiteiras da Cesan paralisaram as atividades na manhã de ontem (16/07). A categoria reivindica melhores condições de trabalho, pagamento da Participação nos...

Os trabalhadores da Construção Civil em empreiteiras da Cesan paralisaram as atividades na manhã de ontem (16/07). A categoria reivindica melhores condições de trabalho, pagamento da Participação nos Resultados (PLR) de 2007, equiparação salarial e o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst), Paulo César Borba, o Carioca, disse que “algumas reivindicações são muito sérias. Há 11 anos o ticket alimentação era de R$ 4,50, e hoje é de R$ 6,00. Podemos observar que não houve nenhum aumento. Ainda não foi paga a PR de 2007. Os motoristas são responsáveis pela manutenção, perda e reparo dos carros, e eles não são nem contratados como motoristas”.

Reunidos hoje em assembléia no auditório do Sintraconst, a categoria decidiu continuar seguir com a paralisação até que as negociações avancem. “Nós chamamos as empreiteiras para negociar por algum tempo e elas alegaram que dependeria da Cesan, com isso nós tentamos uma conversa com a Cesan, mas ela alegou que isso era problema das empreiteiras, e aí ficou esse jogo de empurra”, explicou Carioca.   

Durante a assembléia de hoje, as queixas mais freqüentes eram referentes ao valor do tíquete alimentação (R$ 6,00 dia, incluindo café da manhã - também assegurado pela Convenção), sobre o não pagamento do adiantamento de salário e a equiparação salarial, pois há empresas que ainda não praticaram o reajuste salarial da Convenção Coletiva de 2007.

A categoria está disposta a levar a greve avante enquanto não houver uma proposta positiva para toda a categoria. Segundo o Sintraconst, os trabalhadores das empresas Montalvani Engenharia Ltda, Delta Construções S/A, Engesan Engenharia e Saneamento Ltda. e Tomazelli Engenharia, Comércio e Planejamento Ltda. estão cansados de terem seus direitos arbitrariamente cassados pelos patrões. Uma das atitudes mais arbitrárias destacadas pelos presentes na assembléia foi as condições de higiene, alimentação e os canteiros de obra.

A paralisação das atividades poderá comprometer o abastecimento de água, considerando que grande parte, se não toda, dos funcionários da Construção Civil atuam na reparação de rompimentos e outras atividades fins que permitem a continuidade do abastecimento de água.

O Sintraconst enviou um comunicado à Cesan informando todas as reclamações da categoria e está aguardando um posicionamento oficial.

Por: Redação

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