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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Centrais do ES participarão de protesto contra juros altos no dia 23
Em reunião realizada na última sexta-feira (18/07) na sede nacional da CTB , na cidade de São Paulo, representantes da Força Sindical, UGT, CGTB e NCST decidiram promover um ato em frente à sede...
Em reunião realizada na última sexta-feira (18/07) na sede nacional da CTB , na cidade de São Paulo, representantes da Força Sindical, UGT, CGTB e NCST decidiram promover um ato em frente à sede paulista do Banco Central (BC) no dia 23 de julho. A CUT não enviou representante, mas será contatada e provavelmente participará do ato.
O presidente da Força Sindical do Espírito Santo, Alexandre Martins, disse ao Jornal Sindinotícias que “na reunião que ocorreu no dia 18 ficou combinado que de cada Estado sairiam pelo menos 10 pessoas. Nós já estamos nos organizando e daqui deve sair um ônibus cheio, com pessoas da Força e dos sindicatos associados”. Alexandre afirmou ainda que “a bandeira das centrais sindicais está defendendo os trabalhadores e a população em geral”.
A data foi escolhida por ser o dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a decisão de sua reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. O ato será na Avenida Paulista, nº. 1.804, às 11 horas.
Há uma convicção no pensamento político e econômico brasileiro avançado de que o Brasil vive uma rara oportunidade de adentrar em um ciclo de desenvolvimento duradouro, com ritmos e índices compatíveis com seu porte e necessidades. Esse mesmo pensamento faz o alerta de que esta oportunidade está sendo sufocada pela vigência de uma política macroeconômica que, ao fixar juros estratosféricos, superávits fiscais elevados e uma política cambial nociva às exportações, obstaculiza o desenvolvimento duradouro.
A principal ferramenta desta tendência conservadora é a manipulação da taxa básica de juros, a Selic, pelo BC, que ameaça manter o país preso ao velho círculo vicioso de crescimento, contração e estagnação. Este alerta é emitido de toda parte — exceto dos banqueiros, dos especuladores nacionais e estrangeiros, que multiplicam a cada ano seus ganhos fabulosos. Os juros altos afetam a demanda por produtos, a capacidade de financiamento da indústria e a decisão de investimento.
Mesmo diante desse vigoroso coro nacional pelo desenvolvimento, o “mercado” já pré-anuncia, por meio da mídia, que o Copom vai, uma vez mais, aumentar a taxa de juros. A justificativa do “mercado” e do Copom para tais aumentos já deixou de ser, de tão surrada, argumento para se tornar uma ladainha. A cada reunião da “autoridade monetária”, ela eleva os juros “devido ao aumento dos preços”, aos riscos de não se cumprir as metas de inflação.
Por: Redação


