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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Sem avanço nas negociações, trabalhadores do setor de energia levam negociação para dissídio

Após 10 rodadas de negociações, greves, manifestações e reuniões na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) não foi fechada. O secretário geral do Sindicato dos...

Após 10 rodadas de negociações, greves, manifestações e reuniões na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) não foi fechada. O secretário geral do Sindicato dos trabalhadores em energia do ES (Sinergia-ES), Paulo Sérgio Valadares, disse ao Jornal Sindinotícias que “o sindicato foi para uma negociação na DRT, mas não se conseguiu nenhum avanço”.

Apesar de o Sindicato apresentar e reforçar, em todas as reuniões, a situação precária dos empregados das empreiteiras que, segundo o Sinergia trabalham em regime de semi-escravidão, com salários miseráveis, colocando suas vidas em risco diariamente, nem as empreiteiras nem o Grupo Energias do Brasil se importou com a situação.

Diante desse quadro de descaso, o sindicato decidiu levar a negociação para dissídio coletivo, em que a Justiça determinará o rumo da Convenção. Segundo Paulo Sérgio, “as empreiteiras alegam que os contratos são com valores muito baixos e mesmo com o passar do tempo e com os reajustes não é possível que se pague mais aos trabalhadores”. Já o Grupo Energias do Brasil “se exime do problema. Eles dizem que isso é problema do sindicato com as empreiteiras”.

Com a nova atitude do sindicato, de levar a negociação para dissídio coletivo, espera-se que haja um acordo que seja bom para os trabalhadores. “Estamos mostrando para as autoridades competentes tudo o que está acontecendo com os trabalhadores do setor. Nós esperamos que quem vá julgar o subsídio se sensibilize com a situação para que o trabalhador tenha algum ganho”, disse Paulo Sérgio.

Quanto a futuras greves, Paulo Sérgio explicou que “nós já fizemos uma greve da qual parte dos trabalhadores participaram. Os trabalhadores são muito pressionados, muitos não participam das greves, pois têm medo de perder o emprego. E mesmo com a greve, vimos que as negociações não tiveram avanços, desse modo não seria vantajoso”. 

O Sinergia-ES convoca os trabalhadores a continuarem mobilizados e preparados para novas manifestações contra o descaso das empreiteiras e do Grupo Energias do Brasil. “Não vamos aceitar que a Energias do Brasil continue impondo salário de fome e trabalho “escravo”. A categoria trabalha com dignidade e quer ser respeitada”.

Por: Redação

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