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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Comer fora de casa fica 7,68% mais caro no ano

A necessidade de almoçar fora todos os dias tem prejudicado o bolso do consumidor. Entre janeiro e julho deste ano, de acordo com o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), divulgado pelo...

A necessidade de almoçar fora todos os dias tem prejudicado o bolso do consumidor. Entre janeiro e julho deste ano, de acordo com o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (24), a refeição fora do lar registrou variação de 7,68%.

Na categoria "Alimentação Fora do Domicílio", o destaque é para as refeições principais (almoço), que apresentaram elevação de 9,43% no acumulado até julho. Lanche e café-da-manhã também apresentaram grandes variações, aumentando 6,98% e 5,55%, respectivamente.

Variações regionais

Considerando a alimentação fora de casa, os destaques em encarecimento nos sete primeiros meses do ano ficaram com Porto Alegre (8,47%) e Rio de Janeiro (8,42%). Na variação mensal, considerando julho e junho de 2008, as maiores altas foram observadas em Porto Alegre (2,39%), Belo Horizonte (2,26%) e São Paulo (2,15%).

Variação do custo da alimentação fora do domicílio

Capital

Julho

Acumulado

Rio de Janeiro

1,59%

8,42%

Porto Alegre

2,39%

8,47%

Belo Horizonte

0,92%

7,07%

Recife

0,09%

5,34%

São Paulo

2,15%

8,46%

Distrito Federal

0,69%

6,65%

Belém

2,26%

7,63%

Fortaleza

1,74%

6,38%

Salvador

1,43%

6,45%

Curitiba

0,32%

7,06%

Goiânia

0,11%

5,31%

Nacional

1,59%

7,68%

Fonte: IBGE

AlimentosDentre as regiões pesquisadas, todos os consumidores passaram a pagar mais para se alimentarem no mês de julho do que pagavam em junho. De junho para julho, a maior taxa para o grupo alimentos foi registrada em Salvador (2,80%) e a menor no Rio de Janeiro (0,90%).

No acumulado do ano, as famílias da região metropolitana de Salvador já estão pagando 18,25% a mais pelos alimentos, seguidas pelas de Recife, onde a alta atingiu 14,68%. Belo Horizonte e Distrito Federal apresentaram variações próximas, de 11,57% e 11,63%, ressaltando-se novamente o Rio de Janeiro com a menor alta (+9,71%) nos alimentos.

PrejuízosCom o aumento do custo da alimentação fora de casa, o trabalhador está tendo de complementar seus gastos com a refeição, já que o valor do tíquete não está acompanhando a elevação do preço dos alimentos.

Em pesquisa realizada no início do ano pela Assert, dados apontavam que o valor médio do tíquete nacional era de R$ 8,50, sendo que uma refeição completa ficava em torno de R$ 14,87.

Entretanto, como são dados do início do ano, essa diferença de aproximadamente R$ 6 já deve ter sido superada.

Para que o consumidor não tenha de desembolsar mais com a refeição, uma sugestão é a procura por alternativas mais baratas, para adaptar-se à nova realidade. Fonte: InfoMoney

 

Tags: economia