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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Licença prévia de Angra 3 tem 60 condicionantes

A Eletronuclear, empresa que será responsável pela construção de Angra 3, deverá apresentar uma solução definitiva para a disposição final dos rejeitos de alta atividade antes do início da operação da...

A Eletronuclear, empresa que será responsável pela construção de Angra 3, deverá apresentar uma solução definitiva para a disposição final dos rejeitos de alta atividade antes do início da operação da unidade. “Encontrar uma solução adequada para o lixo radioativo é agora um problema do empreendedor. A bola está com os proponentes do projeto. A nossa missão de elencar as condicionantes está cumprida”, afirmou nesta quarta-feira (23/07) o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O tratamento dos rejeitos é apenas uma das 60 condicionantes da Licença Prévia relativa à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto-CNAAA, a usina Angra 3, assinada nesta quarta-feira pelo presidente do Ibama, Roberto Messias Franco. Localizada na praia de Itiorna, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a usina terá potência elétrica de 1.350 Mwe.

Da lista de exigências, Minc destacou pelo menos outras quatro que considera importantes e pioneiras no país. Uma delas é a contratação de um laboratório - uma fundação universitária ou empresa independente do Governo - para fazer o monitoramento da radiação. A empresa responsável pela obra também deverá investir, até o limite de R$ 50 milhões, em saneamento das cidades de Angra dos Reis e Paraty, ambas no Rio de Janeiro. Como terceira medida, assumir os custos de manutenção e custeio da Estação Ecológica Tamois e do Parque Nacional da Serra da Bocaina e, por fim, realizar projetos de educação ambiental nas comunidades.

“Essas exigências estruturantes vão virar políticas públicas”, disse Minc, enfatizando que daqui para frente todos os licenciamentos terão que incluir a adoção de parques e o estabelecimento de projetos educacionais.

Por: Redação / Envolverde

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