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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Retrospectiva 2009/3. Água nossa de cada dia nos dai hoje

E amanhã como será? Abrimos a torneira todos os dias, a qualquer momento com toda certeza de ter água, que nem paramos para pensar como seriam nossas vidas sem água , pois tem gente que acredita...

E amanhã como será? Abrimos a torneira todos os dias, a qualquer momento com toda certeza de ter água, que nem paramos para pensar como seriam nossas vidas sem água , pois tem gente que acredita viveríamos sem água, talvez. Como estão nossas reservas de água? O que temos atende a demanda com aumento da população, da produção industrial, da necessidade de irrigação...

Quais investimentos a sociedade, em todos os níveis,  tem feito para preservar o que temos? Como se encontram os nossos mananciais? Como se encontram nossas matas ciliares? Quanto tempo de vida resta ao Rio Jucu? Talvez pelo fato de estarmos de frente para o mar, temos a sensação de que a água não acabará nunca. Há pouco tempo atrás matamos o Rio Formate, matamos também o Rio Marinho e agora tentamos matar o Rio Jucu. O pior de tudo é que somos bons nisso!

Quais providências os pensadores do Poder Público, em todos os níveis, estão imaginando colocar em prática? Como mostrar a sociedade o seu comportamento diante do consumo de água? Como mostrar a dona de casa que lavar calçada e molhar a rua com água corrente são crimes contra a natureza, lavar o carro por horas com água corrente também é um crime contra a natureza, que toda obra civil deveria  ter reservatório de água de chuva, conforme m2 construído.

É necessário que as lideranças, em todos os níveis, conheçam o encontro dos rios Formate/Marinho/Jucu, para assistirem que tipo de água chega à captação de água da CESAN para ser tratada e de repente procurar saber quanto se gasta pra tratar esta água que atende as termas e hidromassagens das nossas lideranças. Com certeza a sociedade vai tomar conhecimento de que o futuro de nossos filhos e netos está sob júdice da natureza.

Não é possível que nos calemos com tais absurdos, descalabros, falta de conscientização da sociedade, por desconhecimento ou ignorância, e o pior, ausência total do Poder Público em todas as esferas. O que fazer? Abusar menos. Preservar mais. Refletir, agir e abandonar o indiferentismo da sociedade sobre o assunto, para que se torne uma sociedade consciente, mas livre de alarmismos estéreis e apocalípticos.

Convoco todas as lideranças políticas, diretores de escolas, lideranças religiosas, ambientalistas de gabinete, lideranças estudantis, conselhos de classe, jornalistas com “J” maiúsculo... Enfim todo representante capaz de formar opinião, a conhecerem a realidade do rio Jucu, rio Marinho, rio Formate e fazerem uma reflexão de quanto tempo levou para esta realidade ocorrer e tentar estimar uma projeção de quanto tempo ainda temos de água, ainda temos de vida se persistirmos neste erro. Nossos descentes nos cobrarão essa dívida.

Por: Henrique Casamata – Colunista e microempresário

Tags: meioambiente