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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Feriado 3 . Transgênicos: vida ou morte?
Há muito se ouve falar sobre os produtos transgênicos, mas apesar disso a população não sabe ao certo dizer o que é. O problema já surgiu no início desse projeto, quando não houve a preocupação de...
Há muito se ouve falar sobre os produtos transgênicos, mas apesar disso a população não sabe ao certo dizer o que é. O problema já surgiu no início desse projeto, quando não houve a preocupação de informar à sociedade os efeitos dessa revolução. Isso porque, na verdade, nem os empreendedores dos produtos transgênicos se interessaram em analisar os malefícios causados à saúde da população pelo consumo desses produtos.
O que vagamente se sabe a respeito dos transgênicos é que são alimentos geneticamente modificados, não são naturais. Existe um pensamento que diz: “Nossa tecnologia passou à frente do nosso entendimento, e a nossa inteligência desenvolveu-se mais que a nossa sabedoria”. Realmente nossa tecnologia tem avançado a passos tão largos que fugiu de nossas mãos seu controle. O homem busca desenvolver meios de sustentação, e não percebe que tudo o que tem feito desde os primórdios da história tem trazido mais prejuízos do que vantagens para nosso planeta.
É maravilhoso saber que tivemos capacidade de criar meios que nos levassem à lua e aos outros planetas. Basicamente em busca de quê? De água. Aí vem a tristeza. Se nós mesmos não destruíssemos nossas riquezas, não haveria essa necessidade urgente e desesperadora de desbravarmos outros planetas a milhões de km de nós em busca de riquezas que nós (ainda) temos.
A questão dos transgênicos passa por essa mesma linha. Não se sabe quais os males que podem ser causados ao homem pelo consumo dos transgênicos. A visão de hoje só alcança as cifras que eles podem render, com a demagogia de que haverá mais alimento na mesa do povo, e ignora a evidência de que poderemos atrair outras doenças incuráveis, talvez mais aterrorizantes que a AIDS e o câncer.
Mas em um país democrata não pode ser tão difícil assim resolver um impasse como esse. Se nosso direito de liberdade é assegurado em suas mais diversas faces pela Constituição Federal, basta dar voz ao povo. Todos temos o direito de dizer se queremos ou não nos entregar a um produto desconhecido sob o argumento de que haverá mais comida na mesa. A pergunta é: até quando? Não duvido dessa afirmação, mas talvez a próxima geração morra com 20 ou 30 anos de idade.
Por: Jaciara Gavazza – Estudante de Letras da Ufes


