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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010
Sindicato dos Comerciários/ES cobra investigação de abuso de autoridade
A direção do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado de Espírito Santo - Sindidicomerciários-ES participou de Audiência com o Secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, para definir os...
A direção do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado de Espírito Santo - Sindidicomerciários-ES participou de Audiência com o Secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, para definir os procedimentos de investigação sobre o caso da delegada Maria de Fátima Oliveira Gomes acusada de abuso de poder contra quatro comerciárias da Riachuelo do Shopping Praia da Costa. A presença do Sindicato foi a convite do próprio Secretário e a entidade foi representada pelo presidente Jakson Andrade, pela Secretária de Assuntos Jurídicos, Genilda Bochou, e pela Secretária Especial da Mulher, Josinete Mara da Fonseca.
“Diariamente lutamos pelos direitos da categoria comerciária e sempre temos pessoas que vêm nos procurar para reclamar casos de injustiça e abuso contra o trabalhador como vemos neste caso. Nós nos colocamos à disposição para ajudar e fazer todo acompanhamento necessário para ajudar a resolver a questão. Esperamos que o caso seja apurado de fato”, disse o presidente Jakson.
Segundo o Secretário Rodney Miranda, ele vai estar pessoalmente na investigação do caso e em 30 dias irá apresentar um parecer. “Precisamos tomar todo cuidado para não fazermos pré-julgamentos, apesar de que existem fortes indícios de que houve abuso de autoridade”, disse o Secretário. No dia 12 a delegada foi afastada de suas funções pelo menos até a investigação do caso ser concluída. Também participaram da Audiência com Rodney Miranda duas das comerciárias vítimas de abuso de autoridade e representantes da Riachuelo.
Durante a investigação, vão prestar depoimento, além da delegada, testemunhas do caso e funcionárias da loja. Havendo mais elementos que sustentem a acusação contra a delegada, é aberto um processo administrativo, cuja duração é de 90 dias. Ao final, a delegada poderá ser advertida, suspensa e até demitida.
Maria de Fátima já responde a três outros processos – todos sigilosos –, o último aberto no ano passado. Durante o período de afastamento, ela ficará à disposição da corregedoria, atuando em funções administrativas a serem definidas pela chefia de Polícia.
A confusão envolvendo a delegada teve início após a negativa de funcionárias da Riachuelo do Shopping Praia da Costa, em Vila Velha, em promover a troca de uma bermuda, adquirida em dezembro. A roupa estava sem a etiqueta, a delegada não tinha o cupom fiscal, e o prazo de troca de 30 dias já havia vencido.
Diante do impasse, Maria de Fátima identificou-se como delegada, logo após solicitar o nome completo das funcionárias. Com a recusa e afirmando que elas a teriam xingado, acionou as polícias Civil e Militar, alegando “desacato, desobediência e resistência à prisão”.
As funcionárias – a líder de departamento Kelen Roncetti; a supervisora de loja Jeane Ruckdeschel; a vendedora Josicléia Lurde e a fiscal de loja Juscilene Cavalcante – receberam voz de prisão e foram levadas ao DPJ de Vila Velha. No local, mesmo havendo outro titular no plantão – o delegado Aéliston de Azevedo –, a delegada realizou a ocorrência, arbitrou a fiança e conduziu as três acusadas ao presídio o que, em geral, é feito por investigadores. Fonte: Sindicomerciários (ES) /CUT


