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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
Dia Nacional da Mata Atlântica é comemorado hoje (27)
A Mata Atlântica é a mais rica entre as florestas tropicais úmidas do planeta. Considerada o santuário ecológico mais pródigo da Terra, corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo....
A Mata Atlântica é a mais rica entre as florestas tropicais úmidas do planeta. Considerada o santuário ecológico mais pródigo da Terra, corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo. Atualmente, ela é irregularmente distribuída pela Costa Atlântica brasileira, entre o Rio Grande do Sul (município de Torres) e o Rio Grande do Norte e tem 1,5 milhão de km². Atualmente, só existe um pequeno pedaço de área da Mata Atlântica original. No Rio Grande do Norte, por exemplo, não restou nada da floresta.
Embora represente apenas 7% da floresta original que cobria cerca de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é um vasto território, equivalente ao da França e Espanha juntas. Apresenta, de fato, números impressionantes: reúne 15% de todas as formas de vida animal e vegetal do mundo; o número de espécies de aves - mais de 650 identificadas até hoje – é maior que o catalogado em toda a Europa.
Mesmo ocupando um espaço menor, a Mata Atlântica ainda é um ecossistema extraordinário para o país. Ela protege muitos exemplares exclusivos de nossa fauna e flora. Felizmente, existem muitas pessoas comprometidas em conservar o pouco que sobrou da floresta.
A destruição começou com a exploração do pau-brasil pouco depois do descobrimento. Hoje a maioria da área litorânea que era coberta pela Mata Atlântica foi substituída por grandes cidades, e outras plantações. Entretanto, ainda restam porções da floresta na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira, localizadas no sudeste do Brasil.
Pesquisas
No período de 2008 a 2010, a Mata Atlântica sofreu um desmatamento equivalente a metade do município de Curitiba, no Paraná, ou 20.867 hectares de cobertura florestal nativa. É o que mostra a pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgada nesta quarta-feira (26), véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica.
Foram analisados 72% da área total do Bioma Mata Atlântica, nos Estados de Goiás, Minas Gerais (avaliado em 80%), Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul (avaliado em 80%), Paraná (avaliado em 90%), Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Entre os nove Estados analisados, os que possuem desflorestamentos mais críticos são Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, que perderam 12.524 hectares, 2.699 hectares e 2.149 hectares, respectivamente.
Em seguida, estão os desflorestamentos de 1.897 hectares no Rio Grande do Sul, 743 hectares em São Paulo, 315 hectares no Rio de Janeiro, 161 em Goiás, 160 no Espírito Santo e 154 hectares no Mato Grosso do Sul.
Espírito Santo x Mata Atlântica
De acordo com a pesquisa, o Espírito Santo foi o Estado que teve a área de Mata Atlântica menos desmatada em proporção ao seu território. Em 2008 a Mata Atlântica ocupava 475.600 hectares do território capixaba. Em 2010 esse número caiu para 474.840. Cerca de 10.29% da floresta existente no país está no Estado. Nesse período o Estado perdeu 160 hectares da mata, 0.03% do total. Todos os 4.614.841 hectares do Estado pertencem, originalmente, à Mata Atlântica.
As cidades capixabas que mais perderam
1º Vitória 2º Alfredo Chaves3º Colatina4º Domingos Martins5º Muniz Freire6º Muqui7º Conceição do Castelo 8º Mimoso do Sul 9º Atílio Vivacqua10º Marechal Floriano11º Ibitirama12º Vila Velha Museu será instituto nacional de pesquisa
O Museu Mello Leitão, em Santa Teresa, será o primeiro instituto de pesquisa da Mata Atlântica do país. O museu, hoje gerido pelo Ministério da Cultura será administrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que fará os investimentos necessários para que ele se torne referência em estudos sobre o tema. Novos profissionais serão contratados e a infraestrutura do museu também será ampliada. Este será o primeiro instituto de pesquisa nacional com sede no Estado.
Por: Redação


