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Terça-feira, 08 de Junho de 2010
Professores de Vila Velha decidem em assembléia ficar em Estado de Greve
Em entrevista ao Jornal Sindinotícias o representante do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública do Espírito Santo (SINDIUPES), João Paulo, disse que o magistério de Vila Velha...
Em entrevista ao Jornal Sindinotícias o representante do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública do Espírito Santo (SINDIUPES), João Paulo, disse que o magistério de Vila Velha realizou uma assembleia na tarde desta terça-feira (08), no santuário onde se decidiu decretar Estado de Greve. “Na próxima semana estaremos levando à população nossa possível paralisação devido ao descaso com os profissionais de educação municipal”, explicou.
Ensino em decadência
De acordo com o Sindiupes, a situação do ensino público municipal em Vila Velha é caótica. “Estudantes e a comunidade escolar sofrem com a falta de professores e de outros profissionais da Educação, carência de materiais, péssimas condições de ensino e atraso no repasse da verba da merenda. O sucateamento de algumas escolas e a falta de uniformes também são reclamações constantes”, contou João Paulo.
João Paulo explica que a falta de compromisso é grande. “Em cerca de um ano e meio da atual administração, pelo menos três secretários de educação já passaram pelo cargo. A má gestão e a falta de planejamento ficam evidentes com a ingerência da administração, o que impediu o início do ano letivo e o andamento normal das aulas. Poeira, barulho, entulhos e obras inacabadas trouxeram desconforto e risco à saúde de estudantes, professores e professoras”, conta.
População sofre
Outro problema grave apontado pelo Sindiupes e que acaba interferindo no cotidiano das escolas de Vila Velha é a falta de uma política séria para diminuir os impactos causados pelas chuvas no município. “A comunidade escolar está sofrendo com a má situação das escolas, pois elas (as escolas) estão sendo utilizadas para alojar a população desabrigada. O que deveria ser um recurso alternativo, virou regra na atual gestão”, frisou Paulo.
Negociação salarial não avança
Segundo o sindicalista ”em qualquer processo de negociação salarial, tanto a categoria quanto a Prefeitura, apresentam seus argumentos e indicam o percentual de reajuste salarial. Em geral, os trabalhadores e trabalhadoras reivindicam um índice de reajuste digno que acaba não sendo respeitado e atendido pela prefeitura, devido a lógica de não valorização do Magistério. O problema da negociação com o prefeito é que sua administração sequer apresenta um índice. O processo se arrasta e as perdas já atingiram o percentual de 50,4%, levando em conta o período até março de 2010 (considerando dados do DIEESE)”, ressaltou.
Revindicação
Entre as cobranças da categoria estão a transparência na prestação de contas e aplicação das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB); realização de concurso público e a gestão democrática com a eleição direta para direção escolar.
Por: Redação


