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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Cozinheiro teve direito à insalubridade

Comprovado que o cozinheiro de uma empresa de alimentação desenvolvia suas atividades em ambiente com temperatura excessiva para os padrões legais, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou...

Comprovado que o cozinheiro de uma empresa de alimentação desenvolvia suas atividades em ambiente com temperatura excessiva para os padrões legais, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou recurso do empregador e, com isso, manteve decisão regional que concedeu adicional de insalubridade em grau médio ao empregado.

A temperatura do ambiente em que o cozinheiro trabalhava variava de 29,6 a 29,3º C, e a portaria NR-15, Anexo 03, do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece que níveis de temperatura acima de 26,7º IBUTG (índice usado para avaliação da exposição ao calor) são considerados insalubres. Com base nesses elementos, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região havia julgado que, diferentemente da alegação da empresa de que o empregado ficava exposto àquelas condições somente em situações eventuais, diligência pericial atestou que a atividade era desenvolvida de forma contínua, sendo o excesso de calor constatado tanto na bancada como junto ao fogão. De acordo com o perito, em laudo que fundamentou a decisão nos autos, não há equipamento de proteção individual capaz de eliminar aquele agente insalubre.

Inconformada com a decisão do TRT, a empresa recorreu ao TST, mediante recurso de revista. O relator da matéria , ministro Aloysio Corrêa da Veiga, considerou correta a decisão regional. Ao manifestar-se pela rejeição (não conhecimento) do recurso de revista, ele esclareceu que não se trata de discussão de tese jurídica, mas de fato controvertido, o que exigiria novo exame dos fatos e provas constantes dos autos, não permitido nessa instância recursal, como dispõe a Súmula 126 do TST. Com informações da Assessoria de Comunicação Social do TST. (RR-47800-15.2007.5.02.0255).

Por : Redação

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