Notícias

Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010

A Educação Brasileira na atualidade.

Infelizmente a escola não é capaz de suprir toda a demanda esperada pelas famílias.

É o primeiro dia de aula. Todo aquele alvoroço. Corre-corre. É mochila pra lá, tênis escolar prá cá, uniforme pra colocar, enfim, há também toda aquela ansiedade em torno do que está por vir: De qual turma serei? Quem serão meus novos colegas de classe? Quais os professores? Importante ressaltar que a preocupação não vem apenas daqueles que vão passar parte de suas vidas, aproximadamente cinco horas por dia, dentro da instituição escolar, mas também da sua família, ávida por um ensino de qualidade e um futuro certo para seus queridos.

É preciso crer que a escola será capaz de cumprir todas as necessidades dos alunos, proporcionando-lhes uma educação de qualidade, capaz de torná-los cidadãos melhores, mais habilitados para a vida e... preparados para o famigerado vestibular. Esse último é o sonho da maioria das famílias, frente ao mundo capitalista em que se vive, absolutamente competitivo, onde sai na frente aquele que tem maior formação. O Brasil, principalmente, por ser um país em desenvolvimento, que ainda visa ao crescimento econômico, é altamente competitivo, as cotas estão aí mesmo, para provar essa urgência em crescer, como se dar maiores oportunidades ao ensino superior fosse qualificar a educação no país.

Infelizmente a escola não é capaz de suprir toda a demanda esperada pelas famílias. Faltam diálogos abertos nas escolas, em que se dê voz aos alunos, para que eles possam dizer o que pensam, dar suas opiniões, pois quando o jovem é rebelde, e não fala, fica difícil de se trabalhar, tanto para o professor, quanto para aluno que, muitas vezes,  está ali sem interesse algum pela escola e pelo que está estudando. É preciso deixá-lo falar, participar, para que a tarefa possa ser cumprida com prazer e respeito por ambas as partes.

Outro ponto a abordar é que as instituições de ensino, principalmente as privadas, devido à corrida desenfreada por números e pela disputa voraz referente à quantidade de alunos aprovados no vestibular esqueceu-se do mais importante, e também esperado por muitos pais: o humanismo. Devido aos tempos de hoje, falta a tais instituições, absolutamente preocupadas com notas, números e afins uma maior atenção a seus alunos que, na maioria das vezes, sofrem devido a tanta pressão psicológica. “Não deixem de estudar, enquanto você não estuda seu concorrente está estudando e vai ganhar a vaga”, é o que se ouve da parte de professores e diretores com pensamento apenas em seu próprio umbigo.

A realidade hoje mostra cada vez mais tal individualismo. Aquela preocupação clássica com os esportes, as conversas filosóficas, as artes passaram a inexistir nas escolas para dar lugar à cultura do eu. O ensino da filosofia passou a ser obrigatório no ensino médio, mas é muito superficial a forma como é repassado esse conhecimento, os alunos não entendem e isso faz com que não gostem. A música, por exemplo, já foi comprovado ter influência na aprendizagem matemática, porque não inseri-la no ensino médio? É necessária uma mudança curricular, mas também na mentalidade de quem educa, pois quando todos pensam da mesma forma fica mais fácil mudar (educadores, pais, alunos). Para isso torna-se necessário repensar nossa educação de forma global mas, principalmente, através de nossa realidade de cada dia.

Equipe Sindinotícias – Andressa Ribeiro (Letras-português – Ufes).

Tags: Educacao, ensino, escola